Ministro dos Direitos Humanos combate discurso de ódio

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Logo Agência Brasil

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, defendeu que o combate ao extremismo e ao discurso de ódio deve se tornar política de Estado. A manifestação foi feita ontem (6), durante a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) para apresentação de estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo.ebcebc

Criado no último dia 22, o GT reúne representantes do governo federal, pesquisadores, especialistas de várias áreas, comunicadores e influenciadores digitais, dentre outros, e tem como competência a proposição de políticas públicas em direitos humanos sobre o tema.

Notícias relacionadas:

  • Ministro dos Direitos Humanos pede ações sobre trabalho escravo no Sul.

“Nós precisamos fazer com que o combate ao discurso de ódio e ao extremismo se torne uma política de Estado, esse é um ponto muito importante. Que esse seja o início de uma construção política das mais relevantes, que seja o início de uma prática política calcada na teoria e que não se distancie da prática. Que esse seja o início de um trabalho que traga políticas públicas efetivas para toda a população do nosso país”, disse o ministro.

O grupo deverá concluir os seus trabalhos ao fim de 180 dias. Pelo cronograma, previsto para ocorrer em três etapas, haverá primeiro um diagnóstico sobre a temática, depois proposição de medidas e, por último, elaboração de um relatório final, a ser encaminhado ao ministro para avaliação.

Eixo temático

Entre os eixos temáticos a serem abordados pelo GT, estão temas como intolerância religiosa, discurso de ódio na internet, racismo e xenofobia, violência contra mulheres e misoginia, LGBTfobia [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgênero] e violência política.

No encontro, Silvio Almeida também afirmou que os trabalhos do GT não deverão assumir conduta punitiva ou de regulação da mídia ao longo da atuação. Para o gestor, o grupo deverá primar por uma atuação educativa e propositiva.

Para a presidenta do GT, Manuela d’Ávila, o grupo promoverá esforços para a reflexão sobre o discurso de ódio no Brasil. “Esse GT, vinculado ao ministério, expressa muito do propósito e desse caminho a ser trilhado por todos e todas nós coletivamente. Juntos e juntas representamos, talvez, um esforço do Brasil para refletir sobre esse processo de crescimento do ódio e, também, para buscarmos um caminho para enfrentá-lo. É preciso resultar em um padrão de sociedade em que ela mesma refute o discurso de ódio”, afirmou.

A participação no GT é considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.

 

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Chuvas fortes devem atingir SP novamente neste domingo

Resumo jornalístico: neste domingo (18), a cidade de São Paulo começou com variação de nuvens, períodos de sol e alta temperatura. De acordo...

Guia completo dos melhores aplicativos gratuitos de organização e resumo para estudantes do ensino médio

Este guia apresenta soluções gratuitas de organização e resumo para estudantes do ensino médio, com foco em ferramentas que otimizam a rotina de...

Defesa Civil emite, pela 1ª vez, alerta extremo para celulares na capital paulista

Defesa Civil de São Paulo emitiu, pela primeira vez, um alerta extremo para celulares da capital, via Cell Broadcast. O comunicado alcança as...