Ministro diz que julgamento no STF é importante para discutir racismo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Logo Agência Brasil

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, disse hoje (8) que o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade de busca pessoal com base na cor da pele é importante para discutir o racismo estrutural no país.ebcebc

O ministro acompanhou a sessão em que o STF adiou novamente a conclusão do julgamento.

Notícias relacionadas:

  • STF retoma julgamento sobre busca pessoal com base na cor da pele.
  • Silvio Almeida propõe alianças contra problemas comuns a países da ONU.

Na avaliação de Silvio Almeida, o caso trata da forma como o racismo se manifesta de maneira estrutural no país e afeta as práticas do sistema de justiça criminal.

“Esse julgamento, a depender do resultado, pode colocar o Brasil em outro patamar. A gente vai poder discutir o sistema de justiça criminal a partir de outros parâmetros, um parâmetro mais renovador e esperançoso. Vai ser um debate importante para discutir a questão racial no Brasil para além dos temas atuais”, afirmou.

Julgamento

O processo em julgamento trata do caso de um rapaz abordado em uma esquina de Bauru (SP), sendo flagrado por policiais com 1,58 grama de cocaína no bolso. À Justiça, o preso disse ser usuário de drogas e alegou ter sido abordado e preso pela polícia com base na cor de sua pele. Ele foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por tráfico de drogas. A pena foi reduzida para 2 anos e 11 meses na segunda instância.

Na descrição feita pelo policial responsável pela ocorrência, o agente disse que “avistou ao longe um indivíduo de cor negra que estava em cena típica do tráfico de drogas, uma vez que ele estava em pé, junto ao meio-fio, em via pública, e que um veículo estava parado junto a ele”.

Durante o julgamento, oito entidades se manifestaram sobre o tema, todas apontando a discriminação na abordagem policial e o racismo estrutural como um traço característico das polícias e instituições em geral no Brasil.

Negra

O ministro defendeu que a Corte tenha uma mulher negra entre os integrantes do tribunal. Mais cedo, ao felicitar as ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia, pelo Dia Internacional da Mulher, o ministro Edson Fachin disse que desejaria ver a indicação de uma mulher negra para o Supremo.

“Uma mulher negra no STF vai ser de importância fundamental para que a gente comece a discutir a democratização do espaço de poder no Brasil. Isso vai ser importante para sinalizar para a sociedade que as discussões sobre os grupos sociais vulneráveis que chegam o Supremo vão contar com pessoas que pertencem a esses grupos”, defendeu o ministro.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Visita de 12 minutos: desembargador orientou coronel na cena do crime

Resumo do caso: imagens de câmeras corporais revelam uma atuação tensa entre um desembargador e um tenente-coronel da Polícia Militar na investigação de...

Queda do 3º andar: marido torturou mulher em apartamento durante dias

Resumo do caso: Uma mulher caiu do terceiro andar de um prédio em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, após...

Criminosos levam R$ 33 mil e itens de luxo em assalto a condomínio

Resumo: oito criminosos invadiram um condomínio em Amparo, interior de São Paulo, renderizando moradores com pistolas e revólveres, e levaram cerca de R$...