“O valor não vai vir como a gente esperava”, revela Ana Paula sobre recursos para mutirão de cirurgias

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A vice-prefeita e secretária da Saúde de Salvador, Ana Paula Matos (PDT), revelou nesta terça-feira (7) que o recurso garantido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Bahia, através do programa para reduzir filas de cirurgias eletivas, exames e consultas especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS), lançado no início do mês passado, foi aquém do necessário.

 

“Teve uma pequena frustração com relação a esse valor. A gente tinha uma expectativa de R$ 500 milhões, mas esse valor foi para o Brasil, não para a Bahia. A Bahia vai receber por volta de R$ 42 milhões para dividir para os 417 municípios e com a co-gestão do estado também. Então o valor não vai vir como a gente esperava”, disse ao Bahia Notícias.

 

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No entanto, segundo Ana Paula, o montante reservado ao estado é importante, pois permite aos gestores a agilização de atendimentos que ficaram estrangulados durante a pandemia da Covid-19. Um dos avanços da política federal é o aumento do custeio de procedimentos. 

 

“Essa legislação, esse decreto, trouxe a tabela SUS ampliada, que aumenta em 100% o valor, que ainda não é suficiente e tanto o município quanto estado vão ter que complementar um pouquinho mais para fazer essas cirurgias”, explicou a titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

 

Dado o contexto de verbas disponíveis, duas estruturas que auxiliam a gestão da saúde no estado, o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems Bahia) e a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizaram reunioões periódicas a fim de deliberar pela divisão de atribuições.

 

“Nessa estrutura a gente fez algumas reuniões, até que na semana passada fizemos algumas divisões”, esclareceu a entrevistada. “A mamoplastia, por exemplo, vai ficar sob responsabilidade do estado, que já tem essa contratualização. Nós vamos assumir outros tipos de cirurgias. Tem um plano de trabalho bem detalhado”, adicionou em seguida.

 

Segundo a vice-prefeita, um passo que está sendo tomado pela SMS é o diálogo junto a instituições de Salvador e da Bahia, bem outros órgãos, a exemplo do próprio gabinete do prefeito, para que soluções sejam encontradas. 

 

“Se precisar de financiamento internacional, buscaremos. Precisamos fazer com que essa cidade tenha condições de atender seus cidadãos”, atribuiu Matos ao afirmar que a rede municipal também tem acolhido pacientes de outras cidades. “O que a gente faz, na verdade, é saber que vivemos em um estado, uma federação, e precisamos estar um apoiando o outro”, finalizou.

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