Congressistas dos EUA prometem a Taiwan mais armas e cooperação econômica

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Presidente do país asiático, Tsai Ing-wen, está nos Estados Unidos e se reuniu com legisladores apesar dos avisos da China, que considerou a reunião uma ameaça à sua soberania

EFE/EPA/ETIENNE LAURENT

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Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, se encontrou com Kevin McCarthy e outros congressistas em visita aos Estados Unidos

Congressistas democratas e republicanos norte-americanos se reuniram nesta quarta-feira, 5, com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, e asseguraram a sua convicção de que os Estados Unidos deveriam continuar vendendo armas à ilha e aumentar a cooperação econômica entre ambos os territórios. “Levamos a sério o nosso apoio a Taiwan. Em primeiro lugar, devemos continuar vendendo armas a Taiwan e garantir que elas chegam lá. Segundo, temos de reforçar a nossa cooperação econômica, particularmente no comércio e na tecnologia. E terceiro, devemos continuar a promover os nossos valores comuns”, disse o presidente da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, em entrevista a jornalistas. O comunicado à imprensa foi realizado depois de ter recebido Tsai em Los Angeles. A mandatária está nos Estados Unidos como parte de uma viagem à América Central, durante a qual também passou por Nova York. A reunião da presidente com os legisladores ocorreu apesar dos avisos da China, que considerou a reunião uma ameaça à sua soberania e disse que tomaria “medidas firmes” se o encontro ocorresse.

Os EUA já são o maior fornecedor de armas a Taiwan. McCarthy comentou nesta quarta-feira que algumas vendas foram adiadas e que hoje discutiram tanto como acelerar o processo como uma forma de aumentar o comércio bilateral. Segundo o congressista republicano, a história tem mostrado a importância de “fornecer armas com as quais as pessoas possam se defender”. “É uma lição crítica que aprendemos com a Ucrânia”, disse o legislador republicano, que tem liderado a Câmara desde janeiro. McCarthy comentou que “a tensão no mundo está no seu ponto mais alto desde a Guerra Fria”, mas considerou que a reunião de hoje não deveria ser objeto de retaliação por parte de Pequim.

“A nossa intenção não é [provocar] uma escalada. Queremos construir e fazer avançar a democracia e a liberdade”, declarou. O líder republicano destacou que o apoio dos EUA permanecerá “inabalável e bipartidário” e sustentou seu discurso no comparecimento conjunto com legisladores democratas, como Pete Aguilar, o “número três” dos democratas na Câmara dos Representantes. “Em questão de política externa, é importante trabalhar em conjunto para promover os interesses do mundo livre. Compreendemos o papel único que Taiwan desempenha na região. Aguardamos com expectativa mais reuniões como esta no futuro”, afirmou.

*Com informações da EFE

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