Paulo Miranda, do Náutico, é investigado em caso de manipulação

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O zagueiro Paulo Miranda, ex-Juventude, é mais um jogador entre os investigados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) na Operação Penalidade Máxima II, que apura suspeitas de manipulação em jogos da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022. Na atual temporada, o atleta defendia o Náutico, mas pediu rescisão de contrato.

Segundo as investigações, dois jogadores do Juventude foram procurados por aliciadores para forçarem cartões amarelos na partida contra o Goiás, realizada no dia 5 de novembro de 2022. 

De acordo com a súmula do jogo, seis jogadores do time foram advertidos com o cartão amarelo naquela partida. Entre eles, o próprio Paulo Miranda, por reclamação, assim como Moraes (impedir ataque promissor), que também está sendo investigado. Os outros quatro são: Felipe Pires (retardar o reinício do jogo), Jean Carlos (falta dura), César Augusto (reclamação) e Vitor Gabriel (reclamação).

Nesta quinta-feira (20), uma reunião selou a saída de Paulo Miranda do Náutico. Executivo de futebol do clube, Nei Pandolfo confirmou ao site ge que a rescisão foi feita em “comum acordo” – sem mencionar a investigação como causa do distrato.

O zagueiro chegou no Náutico no início da temporada como principal reforço do Timbu, e tinha contrato até o fim da Série C. Ele era um dos titulares do time de Dado Cavalcanti, e deixa a equipe com 14 partidas disputadas. Paulo Miranda teve passagem pelo Bahia em 2011 e também atuou em outros clubes como Palmeiras, São Paulo e Grêmio. Na última temporada, disputou 28 jogos pelo Juventude.

Ao todo, nove atletas foram alvos de uma operação de busca e apreensão na última terça-feira (18). Até aqui, foram identificados os nomes de sete jogadores investigados: os zagueiros Victor Ramos, ex-Vitória e hoje na Chapecoense; Eduardo Bauerman, do Santos; Kevin Lomónaco, do Red Bull Bragantino; e Paulo Miranda, ex-Juventude e atualmente no Náutico; os laterais esquerdos Igor Cariús, do Sport, Moraes, ex-Juventude e atualmente no Atlético-GO; e o meia Gabriel Tota, ex-Juventude e atualmente no Ypiranga-RS.

A promotoria investiga os jogadores que foram procurados pelos responsáveis do esquema, e afirma que nem todos efetivaram a manipulação. 

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