Ministério Público Federal diz à PF que viu indícios de crime de Bolsonaro no caso das joias sauditas

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O procuradores do Ministério Público Federal (MPF) viram indícios de peculato do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), no caso das joias sauditas. 

 

No pedido inicial enviado pelos procuradores à Polícia Federal no dia 20 de março deste ano, a que a Globo News teve acesso, eles dizem que existe no caso a possibilidade de desvio de recursos públicos por parte do ex-presidente. “Importante ressaltar que, a partir da decretação de perdimento dos bens, os bens passam a ter natureza eminentemente pública descabendo qualquer destinação particular”, disseram.

 

O ex-presidente no início do mês informou à PF que conversou pessoalmente com o ex-chefe da Receita Federal Júlio César Vieira Gomes sobre as joias enviadas pela Arábia Saudita e retidas com a comitiva do governo brasileiro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em outubro de 2021.

 

Os procuradores ainda falaram no documento que “o primeiro ponto a se destacar é a tentativa do senhor Marcos André dos Santos [ex-assessor do então ministro Bento Albuquerque] de ingressar no país através do canal ‘nada a declarar’ com os presentes recebidos na Arábia Saudita, qual seja: o conjunto de joias. E, por conta disso, da detida análise dos fatos e provas apresentadas verificou-se indícios do crime [de peculato]”.

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