Em campanha salarial, Sintaj questiona Jerônimo: “Governador, cadê a reposição inflacionária?”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em nota, o Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sintaj) cobra “promessas” feitas pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para a categoria, que está em campanha salarial. Entre os pontos levantados está o compromisso de alinhamento com o governo federal, com o intuito de ajustar ações e projetos. 

 

O Sintaj destaca que em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou medida provisória (MP) autorizando o reajuste de 9% para os servidores públicos civis da administração pública federal. A MP viabiliza aumento salarial linear de 9% de para todos os servidores (ativos, empregados públicos, aposentados e pensionistas) a partir de 1º de maio, com efeitos financeiros a partir de 1º de junho.

 

“Diante deste fato, nada foi dito pelo atual governador, apenas silêncio e indiferença para com os servidores públicos do estado da Bahia”, critica o sindicato. “Lembrando que um dos itens do seu plano de governo prometido, é fortalecer o modelo de negociação e diálogo com o funcionalismo, para atender a sua proposta de capacidade de governo e gestão de pessoas”, destaca a nota. 

 

O Sintaj afirma que na tentativa de instituir diálogo com o governo estadual, o Fórum Baiano em Defesa do Serviço Público, protocolou na Governadoria a criação de uma mesa estadual de negociação permanente dos servidores públicos. De acordo com o sindicato, em resposta o governador Jerônimo informou ter encaminhado para a Secretaria da Administração a pauta de reivindicações para providências. 

 

“Em um pouco mais de 100 dias de governo, muitas propagandas, mas a administração pública do estado da Bahia segue desrespeitando a data-base de reposição inflacionária. O salário encontra-se defasado em mais de 50%, considerando que em 2022 foi dado apenas 4% de reposição, o que é insuficiente, principalmente para os aposentados, aposentadas e pensionistas que acumulam perdas”, defende o Sintaj.

 

O sindicato classifica o posicionamento do Governo do Estado como “marasmo” e apresenta percentuais de reajustes salariais concedidos durante a gestão do agora ministro da Casa Civil, Rui Costa, no período de 2016 a 2022, para outros cargos públicos: 49% para o cargo de governador; 52,33% para vice-governador; 34,38% para magistrados; 37,44% para deputados; 52,33% para secretários de Estado e 34,38% para promotores de Justiça. “E quando se tratava de reajuste anual dos servidores e pagamento da reposição inflacionária faltava sensibilidade e cumprimento da lei”, dispara o Sintaj.

 

Ao sinalizar que o governo estadual não tem nenhuma proposta de reajuste para os servidores, diálogo ou negociação, o Sintaj faz um comparativo com os aumentos concedidos em alguns estados, entre eles a  Paraíba – 20% em duas parcelas (2023/2024); Pernambuco – 10,6% em 2022, com indicativo de 5,9% para 2023; São Paulo – 10% em 2022 e 6% em 2023; e Minas Gerais – 12,13% retroativo a maio 2022. 

 

“E o servidor público baiano deixa aqui seu questionamento: governador, cadê a reposição inflacionária? E o alinhamento com o governo federal?”, questiona a entidade. 

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

STF suspende demolição de moradias ocupadas por famílias vulneráveis em São Paulo

STF suspendeu, em decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, a demolição de moradias em área do Parque Estadual de Itaberaba, em São...

Homem morre após reagir a assalto na avenida Dom João VI, em Brotas

Um homem não identificado morreu durante um assalto na avenida Dom João VI, no bairro de Brotas, em Salvador, na noite desta terça-feira...

Mulher dada como morta em rodovia pode ter ventilação mecânica retirada

Fernanda Cristina Policarpo, 29 anos, vítima de atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, interior de São Paulo, continua...