Técnico do PSG se recusa a comentar suspensão de Messi e critica pressão de torcedores sobre Neymar

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O técnico Christophe Galtier, do Paris Saint-Germain, foi questionado sobre alguns assuntos espinhosos nesta sexta-feira, 5, na antevéspera do duelo contra o Troyes, pelo Campeonato Francês. Apesar de confirmar a suspensão da diretoria aplicada contra Lionel Messi, que viajou para a Arábia Saudita sem autorização do clube, o treinador preferiu não falar do caso. O comandante ainda criticou a pressão da torcida sobre o brasileiro Neymar, que precisou reforçar a sua segurança nos últimos dias após protestos dos torcedores. “Fui informado no começo da semana pela direção do clube sobre a decisão de suspender Leo. E tomei a decisão de não fazer comentários. Sou empregado do clube. Uma decisão foi tomada e eu não vou comentá-la”, reforçou Galtier, que acabou oficializando a punição.

Com a suspensão, o argentino perderá os dois próximos jogos do PSG na reta final do Campeonato Francês. O time não disputa outros torneios no momento e está focado na briga pelo título nacional. No momento, é o líder, com cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder Olympique de Marselha. O PSG tem apenas mais cinco jogos a disputar na temporada. E, devido ao clima ruim com Messi, é possível até que o argentino não vista mais a camisa do time. Seu contrato vai até o fim de junho e, segundo a imprensa europeia, não há negociações para a renovação.  “Vamos ver o que acontece no momento em que Leo retornar. Vamos ter conversas com a direção e com o próprio jogador, que é o primeiro afetado (pela punição)”, disse o treinador.

Galtier também foi questionado sobre o futuro de Neymar, que se recupera de lesão e tentou deixar o clube no ano passado. O brasileiro só deve voltar ao time no início da temporada europeia, em agosto. “Estou focado nos cinco jogos restantes e vamos ver o que acontece na próxima temporada”, desconversou o treinador. Ele, no entanto, não deixou de comentar sobre os recentes protestos da torcida contra Messi, Neymar e Verratti. Os jogadores precisaram reforçar sua segurança nos últimos dias. “É inaceitável que haja pessoas que vão (fazer protesto) na casa de Neymar ou de outro jogador. As coisas podem sair do controle e já estamos vivendo tempos turbulentos. A sociedade enlouqueceu”, criticou o técnico.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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