Em meio a CPI do MST na Câmara, Alden defende instalação de comissão também na AL-BA

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O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) reafirmou, nesta quarta-feira (17), ser a favor da CPI que investiga as invasões a propriedades privadas na Bahia, ainda que um colegiado com motivação similar tenha sido instalada na Câmara dos Deputados. O relato aconteceu durante a instalação da CPI do MST na Câmara, para apuração das ocupações que têm acontecido por todo o país. 

 

O depoimento do parlamentar se junta a outros deputados, que ajuizaram liminar para instalação da CPI na Bahia. A ação foi iniciada após a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) anunciar, no último dia 4, que arquivaria o requerimento para instalar a comissão para apurar ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no interior da Bahia.  

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Alden considerou que a realização da comissão baiana seria uma das mais importantes para a AL-BA – ele foi deputado estadual entre 2019 e 2022. 

 

“É muito importante essa CPI ocorrer também no estado da Bahia, que infelizmente precisou judicializar essa questão. É uma pena que o parlamento baiano não tenha tido entendimento da importância e da urgência desta CPI. A Bahia hoje tem mais de 30 propriedades rurais de todo o tipo invadidas”, revelou Alden. 

 

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O deputado comentou também sobre as conversas para a instalação do colegiado na AL-BA com o deputado estadual Leandro de Jesus (PL), autor do requerimento. 

 

“Essa CPI na Bahia vai ser importante, inclusive irei fazer contato com o deputado estadual Leandro de Jesus, para a gente trazer aqui informações relevantes para levar a comissão sobre os autores que têm ligação direta com o caso”, contou. “Temos recebido, especialmente na Bahia, várias informações sobre invasões de propriedades rurais, praticadas por falsos índios. Essa temática também vai ser acolhida aqui na CPI, que visa instalar não somente a atuação desses terroristas e grupos criminosos que vem atuando em toda Bahia e Brasil, mas também verificar a possibilidade de omissão por parte de autoridades que deveriam estar agindo e garantido a propriedade privada e garantido especialmente o respeito a Constituição Federal”, defendeu Alden. 

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