TRE-BA suspende cassação e mantém mandato de prefeito e vice de Piatã

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu, por unanimidade, suspender a cassação do prefeito Marcos Paulo (PSD) e do vice-prefeito Ronaldo de Souza (Avante) de Piatã, município situado na Chapada Diamantina. A medida foi tomada durante sessão realizada na tarde da última segunda-feira, dia 16, mantendo os gestores no cargo enquanto o recurso é analisado pela segunda instância.

A cassação havia sido imposta em novembro do ano passado pela 105ª Zona Eleitoral, sob a acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024, quando Marcos Paulo disputava a reeleição. A defesa recorreu à segunda instância, contestando as evidências apresentadas contra os dois gestores e pondo em dúvida a robustez das provas que justificariam a perda do mandato.

Entre os elementos citados pela oposição estavam gastos públicos elevados nas vésperas do pleito. Segundo a denúncia, houve aumento significativo de despesas entre 2023 e 2024, com elevação de aproximadamente 500% no total de gastos e um patamar de 540% em contratações para bandas e estruturas de palco. Também houve menção de crescimento de 84% nos gastos com combustível, com um excedente estimado em cerca de 80 mil litros para a frota municipal. Outras irregularidades apontadas incluíram a contratação de 426 auxiliares de limpeza por meio de empresa terceirizada e o uso de camisas com o número de campanha “55” em eventos patrocinados com recursos públicos.

Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Pedro Godinho, votou pelo provimento da defesa. Os demais magistrados da Corte acompanharam o entendimento, formando a maioria da Câmara. O voto também acompanhou o parecer do procurador regional eleitoral, Cláudio Guzmão, que havia recomendado a reforma da decisão que havia estabelecido a cassação.

A decisão do TRE-BA aponta que o conjunto de provas apresentado foi considerado fraco e insuficiente para comprovar de maneira robusta a prática de abuso de poder para justificar a perda do mandato. Com isso, o tribunal manteve a possibilidade de prosseguimento do processo na segunda instância, sem, no momento, derrubar os efeitos da cassação já imposta pela zona eleitoral, mas suspendendo a medida até nova avaliação, conforme o voto dos juristas.

O caso permanece relevante para o debate sobre gastos públicos em campanhas e a fiscalização de ações administrativas de gestores locais durante períodos eleitorais. Além disso, reflete a importância da avaliação criteriosa de provas e do papel das instâncias superiores na interpretação de supostos abusos que possam influenciar o resultado de eleições. A discussão continua em torno de quais critérios devem guiar eventuais sanções, preservando o equilíbrio entre a gestão municipal e a lisura do processo eleitoral.

Convido você, morador de Piatã e da região, a acompanhar os desdobramentos desse caso e a trazer sua opinião nos comentários. O que você acha dos argumentos apresentados, das provas levantadas e da decisão do TRE-BA? Compartilhe sua visão para enriquecer o debate público sobre governança local e transparência dos gastos municipais.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Idoso é preso acusado de incendiar casa após conflito por herança na Bahia

Um idoso de 60 anos foi preso em Araci, no interior da Bahia, suspeito de atear fogo na residência da mãe após desentendimento...

Operação Ressonância: Noventa veículos adulterados são identificados no interior da Bahia

Resumo: A estreia da Operação Ressonância, deflagrada nesta segunda-feira (11) pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), aponta o combate a fraudes...

Homem é preso após esfaquear jovem durante confusão em bar na zona rural de Brumado

Um homem de 50 anos foi preso na madrugada deste domingo após esfaquear um jovem de 24 durante uma discussão em um bar...