PGR diz em novo parecer que investiga “continuação de crimes” de governador do RJ

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A Procuradoria-Geral da República emitiu, em maio deste ano, um novo parecer no inquérito que investiga o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O documento alega que existem, no governo fluminense, indícios de continuação de crimes de corrupção supostamente praticados por Castro na época em que ele era vereador e vice-governador.

Esta é a segunda manifestação da PGR ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no inquérito contra o governador do Rio de Janeiro. Em abril deste ano, o ministro Raul Araújo autorizou a abertura da investigação. A defesa do governador pediu, então, naquele mesmo mês, a revisão da decisão do ministro, por meio de um agravo regimental.

Como manda o trâmite processual, Araújo enviou o pedido de revisão da defesa de Castro à PGR, para o órgão se manifestar. O vice-procurador da República Carlos Frederico dos Santos se manifestou, mais uma vez, a favor da abertura do inquérito para investigar o governador, alegando a “continuidade delitiva”.

A PGR defendeu a apuração de seis crimes, que teriam sido praticados a partir de 2017 até os dias de hoje: organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato, que é o desvio de dinheiro público.

O caso conta com duas delações: do empresário e ex-assessor de Castro, Marcus Vinícius Azevedo da Silva, e do ex-funcionário da Servlog Bruno Selem.

Silva disse em sua contribuição que Castro participou de um esquema de corrupção em projetos de assistência social da Fundação Leão XIII e que até recebeu propina em dólar, nos Estados Unidos. O ex-assessor de Castro alegou que o governador, que era vereador na época no início dos supostos esquemas, tinha acordos para beneficiar a Servlog, empresa de Flávio Chadud, em contratos milionários no governo municipal e estadual do Rio de Janeiro.

Ex-funcionário e braço direito de Chadud na Servlog, Selem disse em sua delação que, em 2019, quando já era vice-governador de Wilson Witzel, Castro recebeu cerca de R$ 100 mil de propina em um encontro com Chadud no escritório da empresa, no shopping Downtown, na barra da Tijuca.

O governador do Rio de Janeiro nega todas as acusações e tenta anular as delações no Supremo Tribunal Federal.

A coluna tentou contato com Castro através de sua assessoria, mas não obteve um retorno até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto para manifestações.

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