Ciro Nogueira diz que PP apoia reeleição de Nunes em SP e defende Tarcísio no Republicanos

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O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou na noite desta segunda-feira, 5, que o seu partido apoia a reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo. Segundo o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Nunes é atualmente “a melhor estratégia” para derrotar o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) na disputa municipal, de 2024. Boulos é o candidato da esquerda e tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na manhã desta segunda, o ex-ministro e deputado federal Ricardo Salles (PL) desistiu de disputar a capital paulista e afirmou que “o Centrão venceu”. Ciro ainda negou interesse em filiar ao PP o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). As declarações foram dadas em evento com empresários do Grupo Esfera Brasil, na capital paulista.

“Eu defendo a derrota do Boulos. Acho muito difícil um candidato da direita ganhar uma eleição em São Paulo. Tarcísio perdeu aqui, Bolsonaro perdeu aqui (na capital). A melhor estratégia é um candidato de centro, com o apoio da direita. A solução mais fácil é o Ricardo (Nunes). Ele tem direito à reeleição”, afirmou a jornalistas.

Ciro Nogueira ainda afirmou que o apoio de Tarcísio pode sacramentar a reeleição de Nunes. O prefeito se reuniu com Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ouviu deles que as portas do partido estão abertas para o prefeito se filiar. Em evento no interior de São Paulo, nesta segunda-feira, porém, o dirigente também citou o nome do senador Marcos Pontes (PL) como um eventual candidato da legenda.

Questionado sobre uma possível filiação de Tarcísio ao PP, Ciro Nogueira disse que não o convidou ao partido. “O Tarcísio tem de ficar no Republicanos. Estrategicamente é importante. Se ele sai do Republicanos, vai perder o Republicanos (no futuro)? Não vejo sentido nisso”, disse.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, Ciro tenta ampliar o poder do partido em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, e vai colocar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para presidir um instituto ligado ao partido que será criado no Estado. A estratégia também inclui a filiação do chefe da Casa Civil de São Paulo, Arthur Lima. A filiação é considerada estratégica para o PP ter palavra na distribuição de cargos e emendas para prefeitos no Estado.

Leia Também: TSE marca julgamento de Bolsonaro para 22 de junho

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