Inteligência artifical pode significar morte dos estagiários, diz Dino em Lisboa

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, citou a inteligência artifical como um dos desafios para o estado democrático de direito. A fala do ministro aconteceu durante o 11º Fórum Jurídico de Lisboa, em um painel com o tema “Riscos para o estado de direito e defesa da democracia”.

“Hoje quando nós alimentamos uma determinada ferramenta – que todos sabem o nome, não vou propagandeá-la – é claro que nós conseguimos identificar aquele texto como derivado de uma máquina. Mas se nós alimentarmos essa base de dados de textos nossos, a máquina é capaz de aprender como nós escrevemos, pode significar a morte dos estagiários”, declarou Dino, arrancando risos da plateia.

No mesmo painel estava presente o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos). Também participam do evento em Lisboa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), entre outras autoridades como prefeitos e ministros de estado.

Dino aproveitou o painel para defender uma regulação das empresas de tecnologia. Ele defendeu que governos extremistas ou populistas costumam ser atraídos para o centro pela ação das instituições democráticas.

No entanto, o ministro avaliou que, assim como a inteligência artificial, o extremismo pode se propagar e ser dominante, acarretando em um fim da convergência ao centro.

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