Em sessão, Adolfo Menezes rebate Hilton Coelho sobre PL do Fundef e diz que votação não foi “subterrânea”

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O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Adolfo Menezes (PSD), rebateu, durante sessão plenária nesta segunda-feira (28), as acusações do deputado Hilton Coelho (PSOL) de que a votação do projeto de lei que regulamentou o pagamento dos precatórios do Fundef aos professores da rede estadual havia sido realizada de forma “subterrânea”.

 

Em seu tempo de fala, o psolista havia dito que era lamentável o posicionamento do governo do Estado, “que segue a linha do ex-governador Rui Costa”. Segundo Coelho, a aprovação do projeto sem atender a reivindicação dos educadores quanto ao pagamento da dívida com correção monetária, “decepciona a nossa sociedade”. “Ele [Jerônimo Rodrigues] é um professor da UEFS [Universidade Estadual de Feira de Santana]. Ele não esteve à altura da universidade de feira e fez uma traição com a categoria”, criticou.

 

Deputado Hilton Coelho – Foto: Carine Andrade / Bahia Notícias 

 

“Não posso aceitar que o senhor ou outro deputado diga que a sessão foi subterrânea. Não foi subterrânea porque não foi escondida, foi divulgada, amplamente divulgada. Tanto é que os professores estavam aqui acompanhando”, contestou Adolfo Menezes. 

 

O presidente da AL-BA também justificou o fato de ter se exaltado durante a votação tendo, inclusive, proferido xingamentos contra os professores. “Se numa sala de aula, os deputados chegassem esculhambando os professores, o que eles fariam? Eu sou presidente, tenho que dirigir a Casa, ou então renunciar.  Eu acabei me exaltando, mas não foi nada direcionado aos professores, a quem eu respeito muito”, explicou. 

 

Já o deputado Robinho (União Brasil) também defendeu a lisura do processo. “Tudo ocorreu dentro do prazo regimental. O governador mandou o pedido de urgência, foi votado e aprovado. O fato de a sessão ter sido realizada quinta-feira, à noite, não tem ilegalidade”, salientou. 

 

Robinho, que não participou da votação em função de uma agenda no interior do Estado, lamentou a derrota da categoria e frisou que os professores perderam R$900 milhões com a aprovação do PL. “Tem professores que trabalharam de 1998 a 2006 e tinham o direito de receber R$50 mil e só recebeu R$30 mil. Então, o questionamento dos professores é essa perca (sic). Eu estava contrário, mas a maioria votou para o não pagamento de juros e mora e eu sei que muitos deputados, dentro do seu interior, só votaram para satisfazer o chefe”, alfinetou. 

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