Covid longa é mais severa em idosos e também mais difícil de apontar

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De acordo com um estudo publicado na revista Nature em 21/8, idosos parecem ser mais suscetíveis a formas graves da Covid longa mesmo dois anos após a infecção.

Os investigadores da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, avaliaram a Covid longa em 138 mil veteranos do exército americano, em geral homens com uma média de idade de 60 anos.

Segundo a pesquisa, a doença pode causar complicações graves mesmo dois anos após a infecção original. Elas podem ser agrupadas em quatro conjuntos:

Maiores chances de enfrentar declínio cognitivo e sintomas neurológicos; Risco de distúrbios metabólicos, como diabetes ou aumento do colesterol; Problemas cardiovasculares, incluindo o aumento de risco de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC); Aumento de problemas gastrointestinais, como diarreias frequentes e até manifestações de pancreatite. A médica Monica Verduzco-Gutierrez, diretora de pesquisa em saúde da Universidade do Texas, ajudou a criar o primeiro protocolo de tratamento de Covid longa e pondera que os sintomas da condição são ainda mais difíceis de diagnosticar em idosos.

“Muitas vezes há uma menor preocupação com os sintomas em idosos, que confundem a Covid longa com outras condições comuns da idade avançada, como o aumento da pressão arterial”, pontua a especialista, em entrevista ao jornal The New York Times.

O que é a Covid longa? A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que a Covid longa é a continuação de sintomas da infecção mesmo três meses após o surgimento da doença inicial.

Embora a condição afete normalmente pacientes que ficaram gravemente doentes e necessitaram de hospitalização, ela também pode ocorrer após infecções leves. Segundo a Fiocruz, cerca de 10% das pessoas que tiveram a doença terão Covid longa.

Segundo os pesquisadores de Saint Louis, o risco de morte em idosos que foram hospitalizados por Covid-19 segue mais alto mesmo dois anos após a infecção inicial.

“Vimos muitas pessoas que tinham condições prévias sutis, como declínio cognitivo, acabarem evoluindo para uma demência por conta da Covid longa”, afirma Monica.

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