Procuradores pedem ‘respeito’ e alertam Toffoli que STF validou acordos da Odebrecht

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht, caiu atravessada entre membros do Ministério Público.

A preocupação é com o que pode vir a seguir. Toffoli determinou investigações sobre agentes públicos que podem ter agido fora dos canais oficiais para acelerar o acordo. A Advocacia-Geral da União (AGU) do governo Lula já anunciou que vai tomar providências.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) disse na quarta-feira, 6, que a análise sobre a Lava Jato precisa ser “técnica” para preservar as instituições da polarização política.

“Não é razoável, a partir de afirmação de vícios processuais decorrentes da suspeição do juízo ou da sua incompetência, pretender-se imputar a agentes públicos, sem qualquer elemento mínimo, a prática do crime de tortura ou mesmo a intenção deliberada de causar prejuízo ao Estado brasileiro”, diz o texto da associação.

A ANPR afirma ainda que a AGU e o Tribunal de Contas da União (TCU) não têm atribuição para investigar membros do Ministério Público e do Judiciário no exercício de suas atividades.

“Tal proceder não é adequado no estado democrático de direito, justamente para afastar qualquer tentativa de fazer cessar a atuação de órgãos cujas atribuições estão previstas na Constituição Federal”, defende a associação.

O acordo de leniência é uma delação premiada para empresas. O da Odebrecht foi fechado em dezembro de 2016.

Como parte do acordo, a construtora abriu ao Ministério Público Federal planilhas da contabilidade paralela, com registros de propinas a dezenas de políticos e funcionários públicos, registradas nos sistemas Drousys e My Web Day B.

A empresa também se comprometeu a desembolsar R$ 6,8 bilhões para ressarcir os cofres públicos.

A ANPR diz que os agentes públicos envolvidos no acordo “agiram no estrito exercício de suas atribuições funcionais” e que as negociações tiveram “resultados financeiros concretos, revertidos aos cofres públicos”.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Governo confirma invasão a sistema da Defesa Civil de disparos de alertas

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional confirmou que a plataforma de disparo de alertas da Defesa Civil foi invadida, com mensagens...

Copa das Federações reúne estrelas do ciclismo brasileiro em Brasília

Para fazer a reescrita completa conforme as suas regras (copywriting, SEO, estrutura para WordPress, galeria de imagens, etc.), eu preciso do texto original...

Moradores de Salvador são surpreendidos por ‘alerta extremo’ da Defesa Civil com palavra ‘Misantropia’

Resumo da madrugada: Na madrugada deste sábado, moradores de Salvador foram surpreendidos por um alerta da Defesa Civil às 1h24, identificado como Alerta...