Aras já admite derrota na disputa pela PGR e quer garantir não ser perseguido por ala governista

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Atual procurador-geral da República, Augusto Aras, vinha tentando articular a sua recondução ao cargo, mas já faz algumas semanas que ele perdeu as esperanças de ser o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ficar por mais dois anos na PGR.  

 

Como destaca a coluna de Malu Gaspar, do O Globo, Lula prevê escolher o substituto de Aras na PGR nos próximos dias. O petista já adiantou que a indicação está entre os subprocuradores Paulo Gonet, que também é vice-procurador eleitoral, e Antonio Bigonha. Gonet é o candidato dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e Bigonha é apoiado pelo PT.

 

Aras, que teve inicialmente o apoio de parlamentares petistas da Bahia, não se considerou necessariamente derrotado, afirma a colunista. Isso porque, segundo seus aliados no Judiciário, ele tinha um segundo objetivo além de cavar uma recondução: obter, nas conversas com o PT, a garantia de que não será perseguido pelo governo ao longo dos próximos anos.

 

O histórico de Augusto Aras à frente da PGR pode dar motivos para os governistas, Polícia Federal ou até mesmo Advocacia-Geral da União quererem, por exemplo, investigar a fundo a atuação dele na pandemia, no próprio Ministério Público Federal ou em relação aos esforços do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para minar a credibilidade do sistema eleitoral. 

 

Outro ponto delicado é a postura de Aras em relação aos bloqueios nas estradas após a derrota de Bolsonaro nas urnas. O procurador-geral chamou o episódio de “rescaldo indesejável, porém compreensível”, apesar dos apelos dos procuradores da República para que tomasse uma atitude. Isto também poderia ser alvo de alguma ação.

 

No entanto, há no PT uma boa vontade com o atual PGR, por sua atuação contra a Lava-Jato. E por isso Aras já recebeu o aceno do governo de que não haverá, ao menos da parte de Lula, nenhuma ordem ou gesto nos bastidores para que tirem sua paz depois do final do mandato.

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