Governo prepara ‘força-tarefa’ no Senado para evitar paralisação do Desenrola

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O líder do governo Lula 3 no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP), afirmou nesta quarta-feira, 20, que a votação do Desenrola Brasil, programa para renegociação de dívidas, será a “prioridade” na próxima semana do Senado Federal. A previsão é que as lideranças do Palácio do Planalto atuem para aprovar a matéria até o dia 3 de outubro, data limite para que a Medida Provisória (MP) 1176/2023, que criou o programa, não caduque. “Estamos caminhando contra o tempo. O projeto vai ser interrompido e um programa que tem tido sucesso. Temos 60 milhões de brasileiros endividados hoje. Não é aceitável ter esse limbo, ter interrupção do programa. Não é razoável. Já estamos em tratativas com o relator, Rodrigo Cunha, para anteciparmos os debates para votarmos o PL na semana que vem impreterivelmente”, afirma Randolfe, que admite não existir um plano alternativo para manter o programa, caso a MP perca a validade. “Acho que é possível resumirmos os debates. A prioridade do governo é trazer esse projeto para ser votado na semana que vem sob pena de, se isso não acontecer, nós termos uma grave interrupção do programa”, completa o líder.

Como o site da Jovem Pan mostrou, o programa do governo federal já registrou renegociação de R$ 13,2 bilhões. O valor se refere à Faixa 2, por onde os valores são negociados em condições especiais, diretamente com as instituições bancárias com as quais o cidadão possui dívida. Os dados foram divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Entre 17 de julho e 15 de setembro, o número de contratos de dívidas negociados chega a 1,9 milhão, beneficiando um universo de 1,4 milhão de clientes bancários. “Os bancos estão diretamente envolvidos na concepção e no desenvolvimento do Programa Desenrola desde o início, e o programa cumpre papel essencial no momento delicado das finanças das famílias brasileiras, ao procurar reduzir dívidas da maior quantidade possível de pessoas”, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney. Além dos consumidores que entraram na negociação da Faixa 2, as instituições financeiras retiraram as anotações negativas de cerca de 6 milhões de registros de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100.

 

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