Entendimento para votar projetos em setembro na Câmara

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Prefeitura de Belo Horizonte e a Câmara Municipal chegaram a um entendimento para que os projetos de lei do Executivo sejam pautados no Legislativo ainda neste mês. Para tanto, o presidente da Casa, Gabriel Azevedo (sem partido), se dispôs a convocar quatro sessões extraordinárias na próxima semana, porque o prazo regimental para as ordinárias – realizadas nos dez primeiros dias úteis de cada mês –  terminou na última terça-feira. O acordo para votar as propostas do prefeito Fuad Noman (PSD) põe uma trégua entre os dois Poderes. “Os projetos da Lei Paulo Gustavo, piso da enfermagem, emendas de deputados federais e dos servidores da educação devem ser pautados na semana que vem, em sessões extraordinárias; está acertado, inclusive com a Mesa Diretora”, informou o líder do governo na Câmara, vereador Bruno Miranda (PDT).

“Quanto a outros temas, como o empréstimo para a Vilarinho e a reforma retrofit, a gente ainda não conseguiu acertar com a oposição e com o grupo ligado ao Gabriel [Azevedo] para retirada dos requerimentos para avançar na pauta normal. Então, vamos ver se a gente consegue superar isto aí mesmo com esta crise”, completou Miranda. Ele se referiu à tramitação dos processos de cassação de mandato e de destituição da presidência da Câmara contra Gabriel Azevedo.

  • Leia também: Políticos pagam campanha antiaborto nas redes às vésperas de decisão no STF
A Coordenadoria de Relações Institucionais da Câmara, que assessora a Presidência, informou ao Estado de Minas que vários textos podem entrar nas quatro sessões extraordinárias da próxima semana. “Há duas reuniões previstas para segunda e quarta: Lei Paulo Gustavo, emendas parlamentares, auxílio-educação e a volta do número de vereadores para 41. Também há previsão de votação do piso de enfermagem. Já retrofit e Vilarinho entrarão na pauta de outubro”, explicou.
O diálogo entre Miranda e Azevedo vai ao encontro de um pedido feito pelo pedetista no Plenário Amynthas de Barros três dias antes: “Acho que a gente precisa avançar na pauta”. E também pela promessa do chefe do Poder Legislativo municipal: “Como já aconteceu em outros meses, podem existir sessões extraordinárias e existem projetos importantes para a cidade de Belo Horizonte que eu tenho certeza que serão votados nos próximos dias de setembro. […] Nós teremos sessões extraordinárias assim que estes projetos – que chegaram há poucos dias – tiverem as suas tramitações conclusas nas comissões”.

PAUTA TRAVADA 

A falta de votações durante as sessões ordinárias ocorreu em meio às duas denúncias contra Gabriel Azevedo. Além do processo de cassação aberto pelos colegas (com 26 votos a favor, 14 abstenções e nenhum contrário), o parlamentar é alvo de um pedido de sua destituição da presidência do Legislativo. “Nenhum projeto de lei foi votado aqui nesta Casa. Nestes sete anos que aqui estou, é a primeira vez que vou passar sem votar um projeto sequer aqui dentro desta casa. Tivemos várias ferramentas utilizadas para isto não acontecer, até (a verificação) de quórum em dez, cinco e a última em três segundos”, disse o vereador Wesley Moreira (PP) na terça-feira.
A declaração foi rebatida pelo próprio Gabriel Azevedo no fim da sessão. Ele destacou o recorde de votações durante o seu mandato como presidente, iniciado em 1 de janeiro deste ano. “Eu vi algumas pessoas falando: ‘Por que não votou assim? Por que não votou acolá? A grande verdade, e basta fazer um comparativo disto, é que há dez anos não se votava tanto como se votou este ano na Câmara Municipal. Conseguimos zerar 90% do que estava tramitando aqui e as outras, que não vieram em pauta, é porque ainda estavam tramitando nas comissões. Então, para além da discussão, para além do efervescer das falas, tenho certeza que número a número, fato a fato, fica claro que esta Câmara trabalhou e vem trabalhando muito pela cidade ao longo deste ano”, declarou.

  • Leia também: Proposta de aumento de ICMS gera controvérsia na ALMG
O vereador, inclusive, publicou ontem, em sua página no Instagram, um levantamento com os números de votações na Casa por ano, desde 2017 – quando assumiu o cargo pela primeira vez. Os dados apresentados por Azevedo, creditados ao Sistema de Informações Legislativas da Câmara Municipal de Belo Horizonte, apontam 302 projetos votados e analisados ante 161 em 2022, 130 (2021), 162 (2020), 168 (2019), 180 (2018) e 164 (2017). “Como sempre digo, a quantidade não quer dizer qualidade. Todavia, contra fatos não há argumentos. E estamos votando muito e estamos votando muito bem! A maior parte dos textos que se vota contribui muito com a cidade”, escreveu o parlamentar na publicação.

image

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Brasil vence Haiti por 3 x 0 e assume liderança do Grupo C da Copa

Brasil e Haiti estão no Grupo C da Copa do Mundo. Em jogo decisivo, a Seleção mostrou força ofensiva, com Matheus Cunha abrindo...

Sem show na Bahia no período de São João, Xand Avião tem queda de cachê para show em julho

Pela primeira vez em 24 anos, Xand Avião fica de fora da agenda de São João na Bahia, em meio a uma discussão...

Internações de usuários triplicaram com cerco policial na Cracolândia

São Paulo Dispersão da Cracolândia impulsiona internações e provoca debate sobre políticas de cuidado e saída Em síntese, a dispersão da...