Marina sobre ciclone no RS: ‘Somos um país vulnerável’

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva (Rede), afirmou que a destruição do meio ambiente gera inúmeros prejuízos para o Brasil e os países em desenvolvimento, que são mais vulneráveis. Em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, nesta terça-feira (12/9), a ambientalista citou fenômenos recentes, como a seca no Rio Grande do Sul e o ciclone que atingiu o mesmo estado, como uma consequência da degradação.

Ela afirmou que, com o conhecimento que se tem sobre o meio ambiente, não é mais possível degradar a natureza, mesmo sendo os países ricos os responsáveis pelas mudanças climáticas. “Sabemos que se destruirmos não serão só eles (países desenvolvidos) os prejudicados. Nós seremos os mais prejudicados pois somos um país vulnerável”, disse.
Marina ainda citou que o país perdeu 15% da superfície hídrica o que atrasa as chuvas em regiões importantes do agronegócio. “Quem colhe duas safras diz o tamanho do prejuízo que é esse atraso do período chuvoso. Isso tem a ver com a mudança no clima. Agora nós sabemos. Precisamos de solidariedade para quem ainda tem área preservada possa ter pagamentos por serviços ambientais”, emendou a ministra.

O discurso da ambientalista se alinha com o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito em encontros internacionais: a necessidade de financiar os países que precisam preservar o meio ambiente. 
Na segunda (11/9), Marina levou a questão do Rio Grande do Sul para um debate no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ela ressaltou que a prevenção de enchentes geraria menos gastos aos cofres públicos. 

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