TCM rejeita contas de ex-prefeito de Araci

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) rejeitou, nesta terça-feira (19), as contas da prefeitura de Araci, em relação aos gastos públicos de 2020, sob gestão do ex-prefeito Antônio Carvalho da Silva Neto. A decisão engloba tanto as contas de governo quanto as de gestão. Cabe recurso à decisão.

O conselheiro e relator do processo, Plínio Carneiro Filho, apresentou uma imputação de débito no valor de 1,5 mil pelas irregularidades, sob acusação de descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal. O artigo diz respeito à quando os recursos em caixa são insuficientes para pagamento das despesas relacionadas em “restos a pagar”. Devido a irregularidade, foi determinada a formulação de representação ao Ministério Público contra o gestor. 

Antônio da Silva Neto também foi advertido a elaborar uma proposta orçamentária com planejamento adequado – visto que a execução fiscal do município apresentou déficit – e corrigir as irregularidades e atrasos nas publicações de alterações orçamentárias. 

O município teve uma receita arrecadada de R$118.167.850,96 e uma despesa executada de R$119.912.136,69, revelando um déficit na ordem de R$1.744.285,73. A despesa com pessoal da prefeitura alcançou o montante de R$65.641.039,89, que corresponde a 55,88% da Receita Corrente Líquida de R$117.465.368,98, descumprindo o percentual máximo de 54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A relatoria, com base no artigo 15 da Lei Complementar nº 178/2021, determinou a redução de, no mínimo, 10% do excedente em cada exercício a partir de 2023, de forma que, ao final de 2032, a prefeitura esteja enquadrada nos limites estabelecidos na LRF.

Sobre as obrigações constitucionais, o gestor investiu nas ações e serviços públicos de saúde 21,69% do produto da arrecadação dos impostos, atendendo ao mínimo previsto de 15% e aplicou na remuneração dos profissionais do magistério 75,35% dos recursos do Fundeb, também superando o mínimo de 60%. Já na manutenção e desenvolvimento do ensino, o investimento foi de 24,24%, descumprindo o mínimo obrigatório de 25%, no entanto, não prejudicou o mérito das contas em razão da flexibilização prevista na Emenda Constitucional nº 119, de 27 de abril de 2022.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Empresária morre em Ilhéus após sofrer queda grave em Uruçuca

A empresária Lorenna Moraes morreu na noite de sábado, 18, no Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus. Ela vinha internada na...

SSA reverte desvantagem contra Barreiras, avança para final da Segundona e se classifica para o Baianão 2027

Resumo: neste sábado, 18, SSA FC venceu Barreiras por 3 a 1 na Arena Cajueiro, em Feira de Santana, garantindo a vaga inédita...

Colisão entre carro e micro-ônibus deixa feridos em Conceição do Coité; motorista fica em estado grave

Um acidente na BA-409, em Conceição do Coité, envolvendo um Ford Fiesta e um micro-ônibus deixou várias pessoas feridas na noite de sábado...