Milhares de palestinos fogem para o sul de Gaza

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O Exército de Israel deu 24 horas para que civis que vivem no norte da Cidade de Gaza saiam das suas casas em direção ao sul. Milhares de palestinos tentam deixar o local em meio aos preparativos para uma invasão terrestre realizada por militares israelenses contra o grupo islâmico Hamas. Aproximadamente 1,1 milhão de pessoas vivem na área indicada.

O prazo expirou às 18h desta sexta-feira (13/10), pelo horário de Brasília. O ultimato dado pelas Forças Armadas de Israel foi alvo de críticas por entidades internacionais, em especial pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, avalia que tal movimento pode trazer “consequências humanitárias devastadoras” para a população palestina. “A ONU apela veementemente para que qualquer ordem desse tipo, se confirmada, seja revogada, evitando o que poderia transformar o que já é uma tragédia em uma situação calamitosa.”

Famílias inteiras estão abandonando as suas casas em meio ao temor de mais destruição e mortes em Gaza. Além dos bombardeiros e possível ataque por terra, o governo de Israel determinou o corte do fornecimento de água e alimentos para a população que reside na Faixa de Gaza, medida essa que agravou ainda mais a crise humanitária da região.

Os palestinos tentam deixar Gaza da forma que conseguem, incluindo a pé. No entanto, a medida é arriscada, uma vez que há apenas uma estrada para isso.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pediu aos moradores palestinos que não saiam de suas casas. O grupo defende que o ultimato de Israel é uma tentativa de “difundir e transmitir propaganda falsa, com o objetivo de semear confusão entre os cidadãos e prejudicar a coesão interna”.

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, disse ao Metrópoles esta semana que o Hamas usa civis para se defender dos ataques dos militares israelenses.

Embaixador de Israel diz que Hamas usa civis para se defender

Israel e Hamas No último sábado (7/10), o Hamas realizou o maior ataque ao território israelense. A ação desencadeou uma resposta mais intensa das Forças Armadas de Israel contra a Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta que a retaliação contra o Hamas desta semana foi “apenas o começo”.

“Estamos atacando os nossos inimigos com uma força sem precedentes”, defendeu Netanyahu em uma declaração transmitida. “Enfatizo que este é apenas o começo.”

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