CNJ abre investigação contra desembargador do TJ-BA que concedeu prisão domiciliar a líder da facção

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, determinou a abertura de reclamação disciplinar com o intuito de investigar a conduta do desembargador Luiz Fernando Lima, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). O pedido vem após o plantão judiciário do dia 1° de outubro, em que o magistrado concedeu prisão domiciliar a Ednaldo Freire Ferreira, conhecido como Dadá, líder de facção criminosa sob investigação por homicídios, tráfico de drogas e de armas de fogo, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

A reclamação disciplinar, em andamento na Corregedoria, servirá para a averiguação, na esfera administrativa, se a concessão de prisão domiciliar pelo magistrado do TJBA constitui conduta desrespeitosa ao previsto na Constituição Federal, na Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e no regimento interno do CNJ. Lima terá 15 dias, a contar da data da intimação, para apresentar defesa prévia.

 

A decisão de abertura da reclamação disciplinar cita uma notícia de um veículo de comunicação baiano. “Analisando-se a reportagem, depreende-se que, aparentemente, o magistrado requerido não observou a cautela exigida ao conceder o cumprimento de prisão domiciliar a réu de altíssima periculosidade, uma das principais lideranças de facção criminosa, Ednaldo Freire Ferreira, vulgo ‘Dadá’, que veio a se evadir”, argumentou o ministro corregedor na decisão que determinou o início da averiguação.

 

O Bahia Notícias confirmou, em primeira mão, a informação que o réu deixou o sistema prisional de Pernambuco, horas depois de outro desembargador suspender a progressão de regime determinada por Lima. Salomão destacou, ainda, na decisão, a informação divulgada originalmente pelo portal. “Horas depois, o pedido de prisão domiciliar foi revogado pelo desembargador Julio Travessa, da 2ª Câmara Criminal- 1ª Turma, atendendo o recurso interposto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). No entanto, era tarde demais, Dadá já havia sido liberado do presídio de segurança máxima onde estava cumprindo a pena no Estado de Pernambuco e não foi mais encontrado”. Para ele, os “fatos veiculados autorizam a atuação desta Corregedoria Nacional de Justiça, de modo a apurar a conduta do magistrado.”

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Projeto de escola estadual da Bahia vence feira nacional e garante intercâmbio científico na Espanha

Um projeto desenvolvido por estudantes da rede estadual da Bahia ficou em primeiro lugar na Expo Nacional MILSET Brasil 2026, encerrada em Fortaleza....

Polícia investiga ameaça armada e apreende estufa de maconha em Urandi

Agentes do 17º Batalhão da Polícia Militar foram acionados na noite de sexta-feira, 22, em Urandi, no sertão produtivo da Bahia, para tratar...

De virada, Fluminense de Feira vence clássico contra o Feira e mantém liderança da Série B do Baiano

Fluminense de Feira venceu de virada o Feira FC por 2 a 1, em jogo válido pela quarta rodada da Série B do...