Hospital é bombardeado na Faixa de Gaza; autoridades falam em ao menos 300 mortos

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Um bombardeio no hospital Ahli Arab na Faixa de Gaza nesta terça-feira, 17, deixou ao menos 300 mortos, segundo a defesa civil. Já o Ministério da Saúde desse território palestino governado pelo movimento islamita Hamas, fala em mais de 500 mortos. Segundo o comunicado do ministério, “centenas de pessoas estão sob os escombros”. A Força de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), não confirmou a autoria e disse que está investigando este suposto ataque atribuído aos israelenses. “Há muitos ataques aéreos, muitos foguetes fracassados ​​e muitos relatórios falsos do Hamas”, disse o contra-almirante Daniel Hagari, porta-voz da IDF. Segundo ele, ainda não possui todas as informações, mas garantiu que mais detalhes serão fornecidos quando possível. O ataque acontece na sequência de um bombardeio a uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas) que deixou ao menos seis mortos. Desde o dia 7 de outubro, quando o Hamas atacou Israel, a Faixa de Gaza tem sido atacada constantemente e 3.000 pessoas já morreram na região. O conflito também deixou mais de um milhão de refugiados internos, além dos 199 reféns sequestrados pelo Hamas.

Em decorrência do ataque ao hospital, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarou luto de três dias nos Territórios Palestinos. Abbas, cuja Autoridade Palestina foi desalojada em 2007 da Faixa de Gaza pelos islamitas do Hamas, condenou o “massacre” e decretou um luto que será “observado em toda a Palestina pelas vítimas do brutal ataque aéreo israelense contra o hospital Al Ahli, em Gaza”, reportou a agência oficial de notícias palestina Wafa. O bombardeio também desencadeou em um protesto em Ramallah. Vídeo compartilhados nas redes sociais mostram os manifestantes pedindo a renúncia de Abbas. “O povo quer a queda do presidente”, gritavam.

 

Mesmo sem um pronunciamento oficial do governo israelense sobre o ataque ao hospital, o Egito, assim como o Hamas, associou o bombardeio a Israel. “Cairo considera o bombardeio deliberado de civis uma grave violação do direito internacional, humanitário e dos valores mais básicos da humanidade”, disse o ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito, acrescentando que seu país apelou a Israel para parar imediatamente as suas políticas de punição colectiva contra o povo da Faixa de Gaza.

*Com informações das agências internacionais 

 

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