Policiais militares são afastados após denúncias de agressão e abuso sexual em Camaçari

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Dois agentes do 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foram afastados de suas funções e estão sendo investigados pela corregedoria interna da polícia após denúncias de invasão de domicílio, agressões físicas e abuso sexual. O caso ocorreu no bairro Parque Florestal e resultou na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

Segundo o inquérito, obtido pelo Mais Região, parceiro local do Bahia Notícias, os policiais entraram em uma residência sob a justificativa de buscar entorpecentes. Moradores relataram que a abordagem foi marcada por violência excessiva. 

Uma mulher e suas filhas afirmam ter sido agredidas com pedaços de madeira durante a ação. O relato mais grave partiu de uma jovem. Ela afirma ter sido levada a um dos quartos do imóvel, onde teria sofrido violência sexual mediante coação e ameaças. 

A mãe da jovem confirmou a invasão e relatou ter ouvido gritos da filha vindos de outro cômodo, enquanto ela própria era agredida na presença de crianças. A investigação conta com elementos que reforçam os depoimentos das vítimas:

  • Exames indicaram lesões compatíveis com agressões físicas e confirmaram a presença de material biológico, sugerindo contato sexual.
  • Registros de GPS da viatura confirmaram que os agentes estiveram no local exatamente no horário informado pelas vítimas.

A conduta do comandante da guarnição também é alvo de apuração. Embora tenha permanecido na entrada da residência e não tenha entrado nos cômodos, ele teria ouvido os gritos de socorro e não interveio, o que pode configurar omissão no dever de supervisão.

Como medida cautelar, os policiais envolvidos foram proibidos de utilizar fardamento e armamento da corporação. Eles permanecem afastados das atividades operacionais até a conclusão do processo investigativo.

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