Michelle Bolsonaro está em dúvida sobre disputar o Senado pelo Distrito Federal, enquanto o cenário político do bolsonarismo fica cada vez mais complexo. A decisão depende das convenções do PL e da influência do clã, com Ibaneis Rocha entregando-se ao pleito e abrindo espaço para uma chapa com a deputada Bia Kicis, além de nomes que ainda aparecem na fila.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem incentivado a candidatura da esposa e pretende emplacar aliados no Senado para influenciar pautas-chave do movimento, como impeachment e indicações ao STF. Além de Michelle, há a orientação de posicionar Carlos Bolsonaro em Santa Catarina e Eduardo Bolsonaro como suplente em São Paulo, fortalecendo o núcleo de apoio na Casa Alta.
A desistência de Ibaneis Rocha transforma o cenário no DF, abrindo espaço para a dobradinha Michelle-Bia Kicis no PL. Entre os pré-candidatos que surgem no radar, aparecem Erika Kokay (PT), Leila Barros (PDT) e Sebastião Coelho (Novo), que podem influenciar as negociações internas até as convenções.
A candidatura de Michelle ficou em xeque após a crise do PL Mulher, com a ex-primeira-dama deixando a coordenação da ala feminina no fim de junho, após desentendimentos com o enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Segundo relatos de aliados, Michelle descreveu situações em que se sentiu humilhada durante conversas telefônicas. Em resposta, Flávio emitiu nota pública afirmando que não houve intenção de ofender e pediu desculpas caso ela tenha se sentido desrespeitada, destacando a importância de Michelle para o PL Mulher e para a unidade familiar.
“Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nesses últimos dias. As imagens, a inteligência artificial, a manipulação de imagens. Mas atacaram a filha dela também. Duvidam, inclusive, de que a menina seja filha do ex-presidente da República.”
Em outra frente, um vídeo de 24 de junho mostrou o desgaste entre Michelle e Flávio ter começado no fim de 2025, durante debates sobre estratégias eleitorais do PL no Ceará. Ela criticou a aproximação de lideranças do PL com Ciro Gomes, enquanto Flávio defendia a articulação política. Michelle relatou ataques nas redes e disse ter interpretado a conversa como um sinal de que seu apoio não era valorizado. O episódio foi visto por alguns como uma “página virada” que o próprio Flávio tratou como superada.
No âmbito pessoal, Michelle afirma que a decisão depende também da saúde do marido: Bolsonaro está sob tratamento médico e em regime de domicílio, exigindo cuidado constante. Ela já conciliava, antes de qualquer campanha, atividades no PL Mulher com a agenda presidencial, e teme que novos episódios possam colocar em risco a saúde dele e a coesão familiar. Além disso, aliados de Damares Alves relataram críticas de cunho pessoal e ataques com imagens geradas por IA, incluindo dúvidas sobre se Laura Bolsonaro é filha do ex-presidente.
Como fica o futuro de Michelle Bolsonaro e qual o papel dela no Senado? Compartilhe sua leitura sobre as perspectivas, as chances de alianças e o impacto na política brasileira.




