
Eleição anterior foi decidida por apenas 40,6 mil votos de diferença em MG; estado se tornou entrave para Lula e Flávio, que estão sem palanques
Belo Horizonte — Minas Gerais reafirma seu papel de peso no xadrez eleitoral brasileiro. Em 2022, a vitória de Lula (PT) ocorreu por uma margem estreita, com pouco mais de 40 mil votos separando os adversários no segundo turno. O estado revela, em dados, a força de redutos petistas no Norte e nos vales, ao passo que o Bolsonaro (PL) consolidou apoio expressivo nas regiões Sul, Centro-Oeste e Alto Paranaíba, fortalecendo uma disputa que continua aberta para 2026.
Levantar os números oficiais do TSE mostra como Minas funciona como termômetro nacional. O estado tem mais de 16 milhões de eleitores, e os mapas revelam uma geografia política marcada pelo equilíbrio entre interior e grandes centros urbanos, um ingrediente-chave para entender por que PT e PL lutam por palanques mineiros até hoje.
Ao analisar os resultados do segundo turno, observamos dois recortes: os municípios com maior percentual de votos para cada candidato e aqueles que mais contribuíram com votos absolutos. Em muitos casos, áreas pequenas garantiram grandes vitórias proporcionais; já cidades como Belo Horizonte, Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora concentraram milhares de votos e, por isso, tiveram peso decisivo no resultado estadual.
Redutos e grandes colégios contam histórias distintas. Onde Lula foi mais forte proporcionalmente, houve concentração no Norte de Minas e nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri; já Bolsonaro liderou em maior número de votos absolutos nos 10 maiores colégios eleitorais, sobressaindo em oito deles. No entanto, Lula compensou esse desempenho com ampla vantagem em vários municípios menores, sobretudo no Norte e nos vales citados.
O cenário para 2026 aponta que o mapa de 2022 continua relevante: para Lula, ampliações de competitividade nos maiores municípios são essenciais; para Flávio Bolsonaro, crescer em regiões onde o PT historicamente já teve desempenho favorável é o caminho para fortalecer uma estrutura de palanque. Sem um front consolidado até agora, as estratégias de Minas permanecem centrais para qualquer projeto presidencial.
No estado, cada avanço regional pode fazer diferença: Minas tende a decidir, mais uma vez, o destino de uma eleição nacional, e PT e PL sabem que o próximo capítulo depende de como equilibrar desempenho entre interior e grandes centros.
E você, o que acha que precisa mudar para quem quiser levar o Palácio do Planalto em 2026? Comente abaixo suas impressões sobre o papel de Minas Gerais na corrida presidencial e como cada região pode influenciar o resultado final.


