‘Impossível eliminar o Hamas atacando somente via aérea ou à distância’, analisa capitão da reserva do exército de Israel

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A guerra deflagrada entre Israel e o grupo palestino Hamas entrou em seu 11º dia nesta terça-feira e já provocou mais de 1,4 mil mortes em Israel e pelo menos 2.750 na Faixa de Gaza, onde vivem 2,4 milhões de pessoas. Desde a ordem de evacuação do norte do enclave, emitida pelas Forças de Defesa de Israel na última quinta-feira, 12, o exército israelense tem fechado o cerco na fronteira com Gaza e se prepara para uma grande incursão terrestre no território palestino. Para analisar o atual momento do conflito, o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, entrevistou Thomas Aronis, capitão da reserva do exército de Israel que foi convocado para servir às forças armadas após os ataques sem precedentes do Hamas. O militar defende que a operação de entrada em Gaza é a ‘única maneira’ dar uma resposta aos terroristas: “A demonstração de força do Hamas tem que ser respondida de maneira apropriada. A maneira apropriada é acabar com o Hamas, não deixar eles terem mais essa esperança de que demonstrando força vão ter algum sucesso ou conquistar alguma coisa (…) É impossível eliminar o Hamas atacando somente via aérea ou à distância”.

“A incursão por terra, na minha opinião, e também na opinião de todos os comentaristas aqui e dos líderes do Estado, é uma coisa inevitável e uma questão de tempo. O exército de Israel vai entrar na Faixa de Gaza sim e vai escolher a melhor hora do ponto de vista tático e operativo”, analisou Aronis. O capitão da reserva, que reside na região da Cisjordânia, foi deslocado para Jerusalém e relata que, 11 dias após o início dos ataques do Hamas, a situação é mais tranquila. No entanto, ele aponta para mudanças de rotina e um clima constante de apreensão: “Por exemplo, ontem eu estava descansando depois do plantão noturno e, de repente, tocou a sirene e eu tive que correr para o abrigo do apartamento. A situação está um pouco tensa, mas o país inteiro está tentando criar uma certa rotina de emergência”. O militar também fez um apelo para que a comunidade internacional “deixe israel fazer o que tem que ser feito” e apoie as operações.

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