Justiça intervém em treta familiar sobre terapia de filha para autismo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve, por unanimidade, a decisão que determinou o encerramento de terapias e medicamentos de uma menina que supostamente possuía Transtornos de Espectro Autista (TEA). Os pais da garota entraram na Justiça por discordarem sobre o suposto diagnóstico de autismo da filha. Em caso de descumprimento na decisão, na ação movida pelo pai, uma multa no valor de R$ 5 mil deverá ser paga pela mãe – que é ré neste caso – e pela clínica que tratava do suposto transtorno.

O pai da garota argumentava que a filha é saudável e que os tratamentos poderiam causar prejuízos irreversíveis ao desenvolvimento psíquico dela. A mãe, por sua vez, pediu a liberação das terapias por parte da profissional que acompanha a criança, assim como a autorização para a realização de avaliação neuropsicológica.

Após a junção de vários laudos médicos disponibilizados por ambas as partes, as reais condições da menina foram tidas como inconclusivas.

“Observa-se que há profissionais que consideram que, mesmo que ainda não haja conclusão acerca do diagnóstico, é importante o tratamento dos sintomas para desenvolver as habilidades que parecem comprometidas. Porém, observa-se nos autos, a recomendação do pediatra é de que as terapias sejam interrompidas para não prejudicar o desenvolvimento neuropsicomotor e social da criança que se encontra saudável”, disse o último parecer técnico, realizado em dezembro de 2022 .

Autismo Diante disso, a juíza do caso explicou que não há provas concretas no sentido de que haja necessidade de terapias voltadas para o transtorno autista. “Segundo relatórios médicos, a criança não foi diagnosticada com o transtorno do espectro autista, de maneira que o recurso merece provimento para determinar que cessem as terapias ou tratamentos de autismo com relação a ela. […] não se pode submeter a criança a terapias que sejam voltadas ao tratamento de pessoas com espectro autista, tendo em vista que este não é, pelo menos até o momento, o caso da menor”.

Contudo, a decisão não impediu a realização de terapias ou quaisquer outros tipos de tratamento para promover o melhor desenvolvimento da filha, desde que haja necessidade médica e adequação do tratamento.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Amado Batista faz homenagem emocionante após a morte da filha

Lead: O cantor Amado Batista emocionou fãs ao prestar homenagem à filha Lorena Alves Batista, que faleceu aos 46 anos em Goiânia, após...

12 profissionais da saúde do Líbano morrem após ataque de Israel

Um ataque aéreo israelense atingiu um centro de saúde no sul do Líbano, deixando pelo menos 12 profissionais da área de saúde mortos...

Após polêmicas de nudes falsas com IA, escola toma atitude

Um caso envolvendo uma adolescente de 14 anos que criou imagens falsas de colegas nuas usando inteligência artificial repercutiu em Vitória, Espírito Santo,...