Hezbollah ataca Israel com mísseis e foguetes, e afirma ter destruídos equipamentos de guerra 

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O grupo libanês Hezbollah declarou ter lançado neste sábado, 21, seis ataques contra o norte de Israel, a maioria com mísseis ou foguetes, e ter sofrido três baixas, em um contexto de escalada da tensão na fronteira sul do Líbano com Israel, que se arrasta há quase duas semanas. De acordo com um comunicado xiita, a primeira ação desta tarde foi levada a cabo com mísseis teleguiados e “outras armas” contra uma série de postos militares nas fazendas de Shebaa e nas colinas de Kfarchouba, territórios controlados pelos judeus que o Líbano reivindica como seus e que sofreram ataques semelhantes no início da semana. O primeiro episódio deste sábado incluiu um ataque às instalações de Al Abed, que resultou na destruição de várias peças de equipamento técnico, segundo um comunicado do gabinete de imprensa do Hezbollah.

Posteriormente, o grupo xiita, considerado terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, efetuou outro ataque, também com mísseis teleguiados, contra o posto de Hanita e contra uma força de infantaria israelense no quartel ocupado de Honin (Ramim), que, segundo declarações do Hezbollah, causou vítimas confirmadas. O último ataque da organização libanesa foi contra um veículo Hummer pertencente “às forças de ocupação nas imediações do quartel de Doviev”, no qual foram mortos e feridos membros da tripulação, embora não tenha especificado o número. A formação xiita sofreu três baixas nas suas próprias fileiras e afirmou que algumas das suas operações tinham infligido algumas baixas israelenses, as quais não especificou, e destruído equipamento do Exército de Israel.

Desde 8 de outubro, o grupo xiita libanês Hezbollah e as forças israelenses se envolveram em ataques transfronteiriços entre os dois países, onde também foram registradas ações reivindicadas por facções palestinas presentes no território libanês. Até o momento, pelo menos 28 pessoas foram mortas no lado libanês em resultado do surto de violência. A escalada aumentou os receios de que o Líbano possa se tornar uma segunda frente na guerra entre Israel e as milícias da Faixa de Gaza, enquanto o governo libanês mantém contatos no país e no exterior para tentar conter a situação.

*Com informações da EFE

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