Irmã de empresária relata que policial penal suspeito de assassinato fazia brincadeiras com morte: “Não imaginávamos que ia acontecer”

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Resumo: A cidade de Aracaju acompanha com atenção o andamento do caso da assassinato da empresária Flávia Barros, envolvendo o policial Tiago Sóstenes. A irmã da vítima descreve um namoro que começou pacífico, com promessas de casamento e de ter filhos, mas que evoluiu para sinais de tensão. O processo segue na esfera policial e jurídica, com defesa atuando e audiências em curso.

Segundo a irmã, o início do namoro foi marcado pela tranquilidade. “Me tratava bem quando eu morava com ela, falava que queria casar com ela, ter filho com ela. Era o sonho da família, ter uma filha”, afirmou Cintia Barros, que relatou a história à emissora Cidade Alerta.

Conforme o tempo passava, o comportamento do policial mudou. Cintia relatou que apareceram brincadeiras que tinham tom de ameaça. “Eu vou te matar, eu vou te dar um tiro” era dito com risos, um sinal de alerta que a família tentou ignorar, sem imaginar que haveria violência real.

Poucos dias antes do crime, em 7 de março, houve um episódio em que ele bebeu — algo que Flávia não queria — e houve um disparo feito por ele dentro do carro. A vítima ficou abalada com o episódio e o casal rompeu o relacionamento cerca de uma semana antes do aniversário de Flávia.

Cintia também mencionou que Tiago costumava criticar as publicações de Flávia nas redes sociais e as falas dela, chegando a diminuir a outra pessoa e não permitir que concluísse as próprias ideias. “Com o tempo, ela perdeu o brilho”, disse a irmã, descrevendo o impacto do relacionamento na personalidade da vítima.

Apesar de tais relatos, Cintia disse que Tiago sempre repetia que Flávia era “o amor da vida dele” e conseguiu ocultar detalhes sobre um casamento anterior, o que dificultou que a família soubesse da situação. “O relacionamento deles era algo que ninguém entendia. Em nenhum momento ele contou que era casado; ele tratava ela muito bem”, contou a irmã, destacando o segredo que cercava o passado do suspeito.

Na sexta-feira, a advogada Priscila Mendes — responsável pela defesa de Tiago — revelou posições nas redes sociais para afastar ataques ao longo do andamento do caso, ressaltando o papel constitucional da advocacia e o compromisso com a garantia dos direitos do cliente.

Tiago Sóstenes passou pela audiência de custódia na quinta-feira (26) e continua detido no Presídio Militar de Sergipe (Presmil), conforme atualização oficial. A prisão mantém a investigação em curso e o desenrolar do processo aguarda novas etapas, com a cidade de Aracaju atenta aos próximos capítulos.

Como você enxerga os desdobramentos deste caso e o equilíbrio entre defesa, direitos do acusado e segurança da vítima? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o que aconteceu na cidade.

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