Quadrilha do Rio usa falsos advogados para aplicar golpes em servidores

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Divulgação/PCERJ
Quadrilha do Rio usa falsos advogados para aplicar golpes em servidores

Operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticula uma organização criminosa que enganava servidores ativos e aposentados com créditos inexistentes, por meio de táticas de engenharia social e identidades falsas de advogados e funcionários públicos para obter pagamentos adiantados.

Na manhã de 08/07/2026, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) coordenou a primeira fase da Operação Acerto de Contas, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo para desbaratar a estrutura operacional que movimentava os valores desviados.

A polícia apurou que o grupo utilizava nomes de profissionais reais, mencionava órgãos públicos e citava registros profissionais para tornar a fraude mais convincente.

Três investigados foram conduzidos à delegacia para depor, e celulares e computadores foram apreendidos para perícia, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e rastrear o destino dos recursos desviados.

Segundo as investigações, o grupo usava técnicas de engenharia social para convencer as vítimas de que tinham créditos judiciais, gratificações e outros benefícios, apresentando-se como advogados, servidores públicos e representantes de órgãos governamentais, citando órgãos reais para ganhar credibilidade.

Após conquistar a confiança, as vítimas eram encaminhadas a outros integrantes que diziam ser responsáveis pela liberação dos supostos valores. Na sequência, cobravam antecipadamente custas processuais, impostos e outras despesas fictícias, orientando as transferências por Pix para contas da organização.

Após o primeiro pagamento, novas cobranças surgiam sob diferentes pretextos, aumentando o prejuízo financeiro. A investigação aponta que o mesmo golpe atingiu diversos servidores, conforme relatório do órgão lesado.

Os investigadores também identificaram que os suspeitos utilizavam linhas telefônicas e endereços eletrônicos criados exclusivamente para a prática, com contas descartáveis sem vínculo legítimo.

A Polícia Civil também pediu o bloqueio de ativos ligados ao grupo e segue trabalhando para identificar todos os integrantes, rastrear os valores desviados e reunir novas provas para responsabilização.

O caso evidencia a importância de checar credenciais antes de qualquer benefício alegado e de não realizar pagamentos sem confirmação direta de créditos oficiais, já que golpes assim exploram a desinformação sobre direitos de servidores.

E você, já recebeu propostas parecidas ou suspeitas de golpes que prometem créditos ou benefícios? Compartilhe nos comentários como costuma se proteger de engenharia social e ajude a alertar outras pessoas.

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