“Queimar a porra toda”, ordenam milicianos antes de destruição no Rio

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A milícia comandada por Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”, determinou a queima de ônibus no Rio de Janeiro após a morte de Matheus da Silva Rezende, também conhecido como “Faustão” e “Teteu”, em confronto com policiais civis na comunidade Três Pontes, em Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense.

O grupo usou as redes sociais como forma de comunicação e, por meio de um desses canais, informou que a ordem após a morte de Faustão era para “queimar a porra toda”, pedindo para que os moradores deixassem as suas casas.

Membros da milícia ainda alegaram que membros da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) invadiram casas de moradores durante ações nas comunidades.

“Policiais tão quebrando casa de moradores, invadindo tudo, todas as casas”, informou um perfil identificado como membro da organização de Zinho.

Até o momento, pelo menos 36 ônibus foram incendiados no Rio de Janeiro, segundo o Corpo de Bombeiros.

Informações preliminares indicam que Matheus era responsável pelo braço armado da milícia de Zinho.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), afirmou que os incêndios afetam principalmente os moradores da capital carioca e pediu a responsabilização dos criminosos.

“Quando o sujeito além de bandido é burro. Milicianos na Zona Oeste queimam ônibus públicos pagos com dinheiro do povo para protestar contra operação policial. Quem paga é o povo trabalhador. E para piorar, tivemos que interromper serviços de transporte na Zona Oeste para que não queimem mais ônibus”, escreveu Paes na rede social X, antigo Twitter.

“Ou seja, únicos prejudicados: moradores das áreas que eles dizem proteger! Essa gente precisa de uma resposta muito firme das forças policiais! Como prefeito, apelo ao Governo do Estado e ao Ministério da Justiça para que atuem para impedir que fatos assim se repitam”, completou o prefeito.

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