O sujeito oculto da nova condenação de Bolsonaro à inelegibilidade

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Bolsonaro foi o sujeito explícito da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de condená-lo pela segunda vez à inelegibilidade por 8 anos, ele e seu vice, o general Braga Neto, ex-ministro da Defesa.

O sujeito oculto da condenação foram as Forças Armadas, que apoiaram sua eleição para presidente em 2018, sua reeleição e governaram com ele durante quatro anos.

O tribunal julgou e condenou Bolsonaro por ter transformado os festejos do 7 de setembro de 2022 no Rio de Janeiro em um mais um ato de sua campanha à reeleição – e com tudo pago.

Não teria conseguido sem a participação direta dos militares. A tradicional parada no centro da cidade foi cancelada. O comício aconteceu em Copacabana ao som de bandas de música militares.

Paraquedistas militares saltaram para demonstrar sua destreza e animar a multidão, embora alguns tenham caído sobre árvores. Barcos da Marinha se puseram ao largo.

Nenhum militar apareceu no palanque usado por Bolsonaro para sua fala, mas isso não foi preciso para marcar presença ou confirmar seu apoio escandaloso ao candidato.

Tomara que as Forças Armadas tenham aprendido a lição. Política é coisa de paisano e não de milico. Cada um na sua praia.

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