Guerra no Oriente Médio completa um mês nesta terça com mais de 11 mil mortos

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A guerra no Oriente Médio entre Israel e o grupo terrorista Hamas vai completar um mês nesta terça-feira, 7. Até o momento, mais de 11 mil mortes foram registradas, sendo 1.400 em território israelense, a maioria civis, e 9.770 mortes em solo palestino, de acordo com o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. O conflito tem se agravado a cada dia e, segundo especialistas, as perspectivas de paz na região são mínimas. Na última sexta-feira, 3, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descartou um cessar-fogo sem a libertação dos 242 reféns sequestrados durante o ataque terrorista do Hamas contra o território israelense, no dia 7 de outubro. A declaração foi feita durante um pronunciamento público televisionado, em resposta à fala do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, em sua segunda visita ao Oriente Médio. Em Tel Aviv, o americano defendeu o direito de Israel de se defender, mas disse que discutiu com o premier sobre possíveis “pausas humanitárias” para proteger os civis palestinos e distribuir ajuda.

Analistas tentam entender e projetar os rumos da guerra. Para o professor de relações internacionais do Ibmec, Alexandre Pires, Israel deve realizar uma ocupação na Faixa de Gaza, que é controlada pelo Hamas. “A operação para neutralizar a capacidade ofensiva do Hamas e de qualquer outro grupo radical vai levar muito tempo. Primeiro deve ocorrer uma longa ocupação militar, seguida de uma mais longa ocupação civil”, comentou. De acordo com Pires, a possibilidade de criação de dois Estados na região fica cada vez mais distante. Enquanto a ONU (Organização das Nações Unidas) tem dificuldade de articular resoluções que promovam o cessar-fogo, a comunidade internacional observa a guerra com atenção. Os países de todo o mundo temem que um escalonamento do conflito possa levar a um envolvimento mais efetivo de outras nações. Pires explica que a atuação do grupo xiita libanês Hezbollah tem fomentado essa possiblidade. “É uma grande força. Está com acesso a Síria, que tem recebido muito armamento devido a guerra. As ameaças do Irã também vão se intensificar e os EUA podem entrar em rota de colisão com o governo de Israel”, frisou o especialista.

*Com informações da repórter Camila Yunes.

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