Marcelo Noronha assume o Bradesco com a missão de reestruturar o banco; conheça o novo presidente

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O segundo maior banco privado do país escolheu Marcelo de Araújo Noronha, 58 anos, para suceder Octavio de Lazari Júnior, que assumiu o cargo em 2018. Natural do Recife, Noronha é um profissional de perfil arrojado, mas discreto. Sua trajetória começou em 1985 e inclui experiências em bancos internacionais, como o BBVA. Desde 2003 no Bradesco, ele assumiu a área de cartões e, ao longo dos anos, comandou diversos setores, como marketing, atendimento ao cliente, vendas digitais, bancos digitais e clientes de alta renda (conhecido como Prime).

Sua bagagem inclui a presidência da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e a atuação em conselhos de administração de empresas do setor financeiro. Noronha é formado em administração pela UFPE, com especializações em finanças pelo Ibmec e banking pela FGV, além de estudos em administração em Barcelona. A mudança de comando no Bradesco vem em um momento desafiador, com o banco enfrentando quedas no lucro, perda de clientes e desafios no cenário competitivo. A percepção é de que é necessário um novo olhar, e Noronha, com sua expertise em cartões e bancos digitais, é visto como a peça-chave para impulsionar melhores resultados.

Noronha, que já ocupava a posição de vice-presidente desde 2015, assume a responsabilidade de liderar o Bradesco em um contexto de transformações no mercado financeiro, marcado por desafios operacionais, aumento da competitividade e mudanças regulatórias. Com uma carreira consistente de mais de 38 anos no setor, ele se destaca como o sexto presidente da história do Bradesco, dando continuidade a um legado que inclui nomes como Amador Aguiar e Luiz Carlos Trabuco Cappi. “A mudança tem o propósito de iniciar um ciclo de projetos e objetivos estratégicos robustos para os próximos anos”, destaca Trabuco, que hoje preside o Conselho de Administração. “O contexto de mercado é absolutamente desafiador, do ponto de vista da eficiência operacional, aumento da competitividade e ambiente regulatório”, completa.

O desafio é grande, mas o novo comandante do Bradesco expressa confiança em sua missão, consciente das expectativas dos clientes, colaboradores e acionistas. “O mercado é muito competitivo e exige múltiplas capacidades de todos nós. Com os pés no chão, tenho consciência da minha missão. E não será diferente desta vez”, projeta Noronha. “Tenho visão plena das decisões relevantes que me aguardam e o tamanho da carga das expectativas.”

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