Privatização da Sabesp: Tarcísio diz que tarifa subirá em valor menor

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São Paulo – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, nesta segunda-feira (11/12), que, com a privatização da Sabesp, a tarifa de água aumentará em “valor menor”. Inicialmente, Tarcísio havia dito que, com a desestatização da companhia de saneamento, a tarifa da conta de água seria reduzida.

“A curva de crescimento da tarifa vai ser menor do que a curva atual. A tarifa da Sabesp, hoje, vai subir ao longo do tempo. O que a gente garante é que a tarifa vai subir num valor menor. Ela sempre vai estar mais baixa do que [em comparação] à situação de não fazer nada”, disse Tarcísio ao participar de um evento promovido pela XP Investimentos.

O projeto de lei que prevê a privatização da Sabesp foi aprovado na quarta passada (6/12) na Assembleia Legislativa (Alesp) e sancionado por Tarcísio na sexta-feira (8/12). A redução da tarifa foi mencionada, inclusive, em nota oficial do governo para anunciar a sanção da lei.

Nota do governo falava em reduzir a tarifa da conta de água com a privatização da Sabesp A votação na Alesp foi marcada por protestos e confrontos entre manifestantes e a polícia, que apesar de terminarem em pancadaria foram minimizados por Tarcísio. “Esses processos de privatização são mesmo conturbados”, disse.

O governador também ironizou a quantidade de ações judiciais vindas de partidos como PT e PSol, contrários à desestatização da Sabesp, e disse que é preciso ter “certa paciência para enfrentar a oposição”.

“A gente tem essa situação de políticas judicializadas porque não se aceita a diferença de opinião, a derrota em uma votação”, afirmou.

O governador saiu em defesa do pacote de privatizações de seu governo e disse que, “se quiser universalizar o saneamento, tem de privatizar”.

Contratos de municípios com a Sabesp O governador afirmou não estar preocupado com o fato de que as câmaras municipais dos municípios que possuem convênio com a Sabesp também devem aprovar a privatização da empresa.

Segundo Tarcísio, apenas 28 dos 375 municípios que possuem contrato com a Sabesp apresentam uma cláusula que prevê o fim do convênio após a desestatização da companhia, o que exige a elaboração de novos contratos.

“Em câmaras de vereadores onde [o projeto de privatização] tiver de passar, a gente não vai ter dificuldade”, afirmou ele.

Em relação à capital paulista, que responde sozinha por 55% do faturamento da Sabesp, Tarcísio também se disse despreocupado, apesar de a resistência dos vereadores à privatização, em especial o presidente da Câmara, Milton Leite (União), ser maior do que a apresentada na Alesp.

“Temos conversado com o prefeito [Ricardo Nunes (MDB), aliado de Tarcísio] e também com algumas lideranças entre os vereadores. Não vamos ter dificuldade na capital, zero dificuldades. Por isso estou muito confiante de que a operação será bem sucedida no ano que vem”, disse.

A oposição ao governo Tarcísio já anunciou que tentará barrar a privatização nas câmaras municipais.

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