Conselho de Segurança da ONU discute conflito entre Venezuela e Guiana por Essequibo

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O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) realizará uma reunião a portas fechadas nesta sexta-feira, 8, para discutir o conflito entre Venezuela e Guiana em relação à região de Essequibo, de acordo com a agenda oficial do órgão. O encontro foi solicitado pelo governo guianense, que expressou a necessidade de uma reunião urgente para abordar o assunto. Em um documento interno obtido pela agência de notícias AFP, o chanceler da Guiana, Hugh Hilton Todd, relata as ações empreendidas pela Venezuela para anexar formalmente e incorporar a região de Essequibo ao território venezuelano. Essa área é rica em petróleo e está sob administração guianense, mas a Venezuela reivindica sua soberania. No último domingo, 3, o governo venezuelano organizou um plebiscito no qual afirmou que mais de 96% dos votantes apoiaram a criação de uma província venezuelana em Essequibo e a concessão de nacionalidade aos habitantes da região. Além disso, o presidente Nicolás Maduro anunciou que a petrolífera estatal PDVSA concederá licenças para a exploração de petróleo, gás e minerais nessa região e criou uma nova zona militar próxima à fronteira.

A Venezuela argumenta que Essequibo faz parte de seu território, baseando-se em acordos antigos e no acordo de Genebra de 1966, que estabelecia bases para uma solução negociada e anulava um laudo de 1899 que definiu os limites atuais. A Guiana, por sua vez, ameaçou recorrer ao conselho para resolver a disputa. No entanto, há poucas expectativas de que o órgão chegue a uma resolução concreta, devido às discordâncias entre seus membros permanentes, que possuem poder de veto. Um exemplo recente disso foi a guerra entre Israel e Hamas, na qual a ONU não conseguiu chegar a uma resolução efetiva devido às divergências entre seus membros. Durante o mês de outubro, quando o Brasil estava na presidência rotativa do órgão, foram propostas resoluções que não avançaram nos debates. Somente em 15 de novembro um texto mais moderado foi aprovado, pedindo uma pausa humanitária, mas sem condenar as ações dos grupos envolvidos no conflito.

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