Gabriel Attal é nomeado primeiro-ministro da França e se torna a pessoa mais jovem e abertamente gay a assumir o cargo

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O presidente da França, Emmanuel Macron, nomeou Gabriel Attal, de 34 anos,  como o primeiro-ministro, substituindo Élisabeth Borne, que renunciou ao cargo onde depois que Macron indicou a ela que desejava nomear um novo primeiro-ministro, de acordo com sua carta de renúncia. O anunciou foi feito por meio do X (antigo Twitter). “Sei que posso contar com a sua energia e o seu empenho para implementar o projeto de rearmamento e regeneração que anunciei. Em fidelidade ao espírito de 2017: superação e audácia. Ao serviço da Nação e dos Franceses”, escreveu o líder francês, que também agradeceu a antecessora pelo trabalho prestado. “Senhora Primeira-Ministra, o seu trabalho ao serviço da nossa Nação tem sido exemplar todos os dias. Vocês implementaram nosso projeto com a coragem, o comprometimento e a determinação das mulheres dos estados. De todo o coração, obrigado”.

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Com essa nomeação, Attal se tornou o mais jovem premiê do país e o primeiro líder de governo francês abertamente gay. A mudança faz parte da estratégia do líder francês para fortalecer seu segundo mandato, já que o período de Borne como premiê foi marcado por atritos e medidas que geraram ações no Parlamento para sua destituição. “O meu objetivo será manter o controle do nosso destino e liberar o nosso potencial francês”, confirmou Attal durante a cerimônia de transferência de poder, na qual estabeleceu os seus eixos: trabalho, empresas, juventude e escola. O primeiro-ministro iniciou sua trajetória no governo como um conselheiro pouco conhecido no Ministério da Saúde há dez anos.

Após a eleição de Macron em 2017, ele se tornou membro do Parlamento, onde se destacou como debatedor e chamou a atenção do presidente. Aos 29 anos, ele se tornou o ministro mais jovem da Quinta República francesa. Em 2020, assumiu o cargo de porta-voz do governo, tornando-se uma figura frequente no noticiário local. Em julho de 2023, assumiu o Ministério da Educação. Attal carrega uma imagem de “bom aluno”, durante os seis meses à frente do importante Ministério da Educação, defendeu uma escola de “direitos e deveres”, proibiu a abaya – vestimenta usada pelas mulheres muçulmanas – e disse estar aberto a experimentar o uso de uniformes. Este filho de um produtor de cinema e ex-aluno da elitista Escola Alsaciana de Paris também anunciou o retorno dos repetentes ou a introdução de grupos de níveis para aulas de francês e matemática no ensino médio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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