PF promete solução em breve para caso Marielle Franco

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, ontem, que os assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e de Anderson Gomes terão um desfecho ainda no primeiro trimestre deste ano. A afirmação foi feita em uma entrevista, ontem, à rádio CBN. A parlamentar e seu motorista foram mortos em uma emboscada na noite de 14 de março de 2018, no bairro do Rio Comprido, zona central do Rio de Janeiro.

“Esse é um desafio que a PF assumiu no ano passado. Estamos há menos de um ano à frente dessa investigação, de um crime que aconteceu há cinco anos, mas com a convicção de que ainda neste primeiro trimestre a Polícia Federal dará uma resposta final do caso”, assegurou Andrei, na entrevista.

Há poucos dias, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, garantiu que o assassinato de Marielle seria “integralmente resolvido” em breve. “No dia 2 de janeiro (de 2023) disse que iríamos elucidar o caso Marielle Franco. Quero reiterar e cravar: não tenho dúvida de que o caso Marielle em breve será integralmente elucidado. É um caso fundamental pelo simbolismo de defesa das mulheres, das mulheres da política e, portanto, da política. Marielle representa a defesa da vida”, comentou Dino, no balanço de gestão à frente da pasta, em 21 de dezembro passado.

Em outubro, o inquérito que apura o duplo homicídio foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) — tramitava, anteriormente, na Justiça do Rio. Isso porque suspeitas relacionadas ao ex-deputado estadual fluminense Domingos Brazão, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), levaram à mudança de foro. Ele foi citado na delação premiada do ex-policial militar Élcio Queiroz, preso como suspeito de envolvimento no crime — ele teria dirigido o carro do qual o miliciano e ex-policial militar Ronnie Lessa fez os disparos contra Marielle e Anderson.

Além de Ronnie e Elcio, no ano passado a PF prendeu, em 24 de julho, o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel. Ele teria ajudado a esconder armas do assassino e de ter feito a “campana” que levou à emboscada contra a vereadora.

Suel também é apontado como a pessoa que levou o Chevrolet Cobalt de cor prata, utilizado na noite do duplo homicídio, para um desmanche no Rio, a fim de apagar os traços que levam ao crime. O ex-bombeiro foi condenado, em 2021, a quatro anos de prisão por atrapalhar as investigações, mas cumpria a pena em regime aberto.

Joias sauditas

Na mesma entrevista, Andrei afirmou que espera finalizar, também no primeiro trimestre, a análise das investigações sobre o recebimento e a destinação de joias e presentes dados por autoridades estrangeiras ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a fase atual é de reunir dados colhidos junto às agências norte-americanas envolvidas na apuração do caso.

“É preciso lembrar que as joias foram levadas, vendidas e negociadas nos Estados Unidos. Portanto, há muitos elementos de prova que estão naquele país. Estamos finalizando questões administrativas e deveremos enviar uma equipe nossa para, junto a uma equipe nos Estados Unidos, finalizar essas coletas e essas informações. Estimar prazo de conclusão de investigação é sempre temerário, mas quero crer que, no primeiro trimestre deste ano, a gente já tenha a conclusão dessa e de outras investigações”, previu.

Integrantes do governo Bolsonaro tentaram trazer ilegalmente para o Brasil um conjunto de colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes. Os itens eram um presente do regime da Arábia Saudita para o então presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro e foram apreendidos no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Andrei disse, ainda, que o caso das joias envolve provas dos Estados Unidos e que o valor dos objetos, além do preço em si, também envolve o valor da marca dos bens. Ele afirmou que o custo dos presentes recebidos pelo ex-presidente pode chegar próximo de R$ 6 milhões. (Colaborou Fabio Grecchi e com Agência Estado)

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