Quem é o brasileiro que família diz ter sido sequestrado no Equador

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Em mais um capítulo da onda de violência no Equador, um brasileiro teria sido sequestrado nessa terça-feira (9/1), segundo relato de familiares. Identificado como Thiago Allan Freitas, de 38 anos, o homem era dono de uma churrascaria em Guayaquil — cidade onde o líder da principal facção do país fugiu no último domingo (7/1).

No momento, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, acompanha a situação “com atenção” e afirmou que mantém contato com familiares e investiga o caso junto às autoridades equatorianas.

Natural de São Paulo, Thiago vive em Guayaquil e gerencia o restaurante La Brasa, no Bamboo Plaza. A churrascaria promete uma refeição à moda brasileira e guarnições a domicílio. A página nas redes sociais tem 8 mil seguidores. O perfil do brasileiro, contudo, é privado.

Thiago e os funcionários da churrascaria La Brasa “Faça sua festa ou reunião na sua empresa com o melhor da churrasqueira brasileira, temos diversos cortes e guarnições”, diz descrição do perfil no Instagram.

Nas postagens da churrascaria, Thiago sempre aparecia com a camiseta da Seleção Brasileira. “Venha desfrutar de um pedacinho do Brasil em Guayaquil”, convida em um vídeo.

 

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Filho denuncia sequestro de brasileiro O filho de Thiago Allan Freitas usou as redes sociais, na noite dessa terça, para denunciar que o pai foi sequestrado no Equador. O jovem pediu ajuda aos seguidores da churrascaria de Thiago para pagar o resgate.

“Meu nome é Gustavo, eu sou filho de Thiago. Meu pai foi sequestrado nesta manhã. Já enviamos todo o dinheiro que tínhamos. Não temos mais. Por isso, recorro a vocês, que me ajudem com o que têm, com qualquer valor, é muito bem-vindo. Se é US$ 1, US$ 2, precisamos de verdade. Estamos desesperados. Não temos como fazer. Já pagamos US$ 1,1 mil, mas estão pedindo US$ 3 mil. Peço que nos ajudem. Muito obrigado”, diz o jovem.

Veja o relato:

Violência no Equador O Equador vive uma das piores crises de segurança dos últimos anos. O caso se agravou após a fuga de um dos maiores criminosos do país, José Adolfo Macías Villamar, mais conhecido como Fito.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, decretou estado de “conflito armado interno” no país e passou a classificar as facções criminosas como grupos terroristas.

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