Oposição no Congresso cita preso morto na Papuda para defender Jordy

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Senadores da oposição divulgaram uma nota pública em apoio ao deputado Carlos Jordy, alvo de um mandado de busca e apreensão pela Operação Lesa Pátria.

O QUE ACONTECEU

A nota cita a morte de Cleriston Pereira da Cunha, preso que teve um “mal súbito” e morreu na Papuda. O texto começa demonstrando “grande preocupação” com a operação contra Jordy.

Os senadores começam afirmando apoiar “qualquer investigação que tenha por fim apurar graves ilícitos”. O texto é assinado por Rogério Marinho (PL), Ciro Nogueira (PP), Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Portinho (PL), Tereza Cristina (PP), Mecias de Jesus (Republicanos), Izalci Lucas (PSDB) e Eduardo Girão (Novo).

A nota também critica a nomeação e atuação de Alexandre de Moraes na relatoria dos processos sobre 8 de janeiro. “As declarações públicas do Ministro, nas quais ele se apresenta como vítima de ameaças, levantam sérias dúvidas sobre sua capacidade de manter a imparcialidade necessária em tais processos”, segue o texto.

“O caso de Cleriston Pereira, conhecido como “Clesão”, é um exemplo preocupante da maneira como os processos têm sido conduzidos no STF, onde decisões controversas e heterodoxas têm contribuído para a erosão de nossa democracia”, afirma a nota dos senadores.

BUSCA E APREENSÃO

PF pediu buscas contra o parlamentar, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concordou. Em decisão, ele disse que os indícios apontam para a “forte ligação” entre o deputado e o líder dos movimentos antidemocráticos, de modo que Jordy supostamente seria quem efetivamente orientava as ações movidas por Carlos Victor de Carvalho, que organizou manifestações e bloqueios em Campos dos Goytacazes (RJ).

PF encontrou diálogos de Carlos Jordy com foragido de invasão do 8 de janeiro. A Polícia Federal obteve indícios de que Jordy atuou como orientador dos atos antidemocráticos que contestavam o resultado das eleições de 2022, como bloqueios de rodovias e acampamentos em quartéis.

As informações foram usadas como provas para deflagrar busca e apreensão contra o deputado. O interlocutor de Carlos Jordy se chamava Carlos Victor de Carvalho, responsável pela organização de atos antidemocráticos em Campos dos Goytacazes (RJ).

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