Hamas responde à proposta de novo cessar-fogo na Faixa de Gaza

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O grupo terrorista Hamas afirmou ter entregue nesta terça-feira, 6, uma resposta à proposta do Egito e do Qatar para um cessar-fogo na guerra do Oriente Médio. A resposta foi enviada para Tel Aviv pelo premiê qatari, xeque Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, e pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, durante uma reunião em Doha. Embora os detalhes da resposta não tenham sido divulgados, os negociadores afirmam que receberam o gesto positivamente e que o Hamas teria assegurado um cessar-fogo abrangente e completo, incluindo troca de prisioneiros. Entretanto, autoridades de Israel, citadas pelo jornal Haaretz, afirmam que, na verdade, a resposta é negativa, já que as condições impostas pelo grupo terrorista são inaceitáveis para os israelenses. “Os termos da resposta do Hamas é uma recusa em negociar”, disse um alto funcionário do governo de Israel, citado pelo Canal 12.

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Blinken considerou a possibilidade de um cessar-fogo e afirmou que os EUA também iriam rever os termos apresentados pelo Hamas. Ele ressaltou que a prioridade é desescalar a crise, que atingiu pontos altos de tensão com a retaliação americana a ataques na Síria e no Iraque. Já o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que a resposta do Hamas foi “um pouco exagerada”, ao mesmo tempo em que observou que as negociações estavam em curso. O Hamas levou mais de uma semana para responder à proposta feita em Paris em 28 de janeiro por autoridades israelenses, americanas, catarianas e egípcias.

Enquanto isso, os combates continuam intensos no sul da Faixa de Gaza, com Israel prometendo uma ação mais dura sobre Rafah, cidade que faz fronteira com o Egito e concentra os refugiados da região. Em novembro, um acordo mediado pelos mesmos atores permitiu um cessar-fogo de sete dias, durante os quais 240 prisioneiros palestinos e cerca de cem reféns feitos pelo Hamas foram libertados. Durante o ataque de 7 de outubro do ano passado, o grupo terrorista Hamas sequestrou 250 pessoas, segundo o balanço de autoridades de Israel. Desse total, estima-se que 132 ainda estejam em cativeiros do movimento palestino que governa a Faixa de Gaza e de outros extremistas.

 

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