O incômodo de Valdemar com uma das ordens de Moraes contra ele

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Alvo da Polícia Federal na Operação Tempus Veritatis por sua atuação junto ao PL nos planos golpistas do núcleo duro do bolsonarismo, Valdemar Costa Neto não era alvo de mandado de prisão, mas acabou sendo preso em flagrante pela PF por posse ilegal de arma e de uma pepita de ouro sem documentação.

Solto no sábado (10/2), o cacique do PL também teve o celular e o passaporte apreendidos na ação, mas externou a aliados estar particularmente incomodado com outra medida restritiva imposta pelo ministro Alexandre de Moraes contra ele: a proibição de manter contato com outros investigados, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, até por meio de advogados.

A avaliação é que, em meio à clara necessidade de articulações políticas entre ele e o ex-presidente em razão das eleições municipais, o impedimento busca estrangular o PL estrategicamente. A preocupação é compartilhada por deputados do partido, como mostrou a coluna.

A argumentação sobre o possível efeito eleitoral da medida está entre os pontos apresentados pelos advogados de Jair Bolsonaro a Moraes nesta quarta-feira (14/2), ao pedirem que o ministro reveja a proibição.

“A decisão, ao não apontar para elementos concretos que justifiquem a imposição da proibição, deixa margem para interpretações amplas que podem afetar indevidamente o exercício democrático no seio do partido”, disse a petição ao ministro.

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