Bolsonaro, ex-ministros e investigados depõem à PF nesta quinta-feira

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A Polícia Federal agendou para esta quinta-feira (22) depoimentos simultâneos do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-ministros Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Braga Netto (Defesa), juntamente com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo é alvo de uma investigação sobre associação criminosa ligada a uma tentativa de golpe de Estado.

Os depoimentos estão programados para 14h30 na sede da PF em Brasília. A estratégia de realizar os depoimentos ao mesmo tempo já foi utilizada em casos anteriores envolvendo o ex-presidente, buscando potencial contradição entre os depoimentos.

A PF possui informações sobre uma reunião no Palácio do Planalto em que os investigados discutiam uma minuta que estabeleceria estado de sítio no país. Essas informações foram obtidas por meio da delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, coronel Mauro Cid, e confirmadas pelos investigadores por dados de dispositivos móveis dos envolvidos. O objetivo agora é esclarecer a participação de cada um na suposta tentativa de golpe.

A Operação Tempus Veritatis, deflagrada em 8 de fevereiro, investiga uma organização que planejava um golpe de Estado em 2022, beneficiando Jair Bolsonaro. O coronel Marcelo Costa Câmara e Filipe Martins foram presos, enquanto o coronel Bernardo Romão Corrêa Neto, em missão nos EUA, entregou-se ao retornar ao Brasil. Valdemar Costa Neto foi detido por posse irregular de arma. O PL, segundo as investigações, foi usado para financiar a suposta tentativa de golpe, repassando dinheiro para um instituto que questionava a segurança das urnas eletrônicas.

Além de militares investigados por disseminar notícias falsas sobre as eleições, a PF apura um “Núcleo de Inteligência Paralela” formado pelos militares Augusto Heleno, Marcelo Camara e Mauro Cid, responsável por coletar dados para apoiar a tomada de decisões do então presidente Bolsonaro na consumação do golpe. Bolsonaro teria pressionado ministros para promover desinformação sobre a confiança do sistema eleitoral brasileiro.

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