No G20, Haddad fala em enfrentamento global à crise climática e às desigualdades sociais

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


fernandohaddad joedsonalves agbrasil 26jul23 e1690461425531

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abriu as reuniões de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 na manhã desta quarta (28), enfatizando que as desigualdades sociais e as mudanças climáticas são desafios globais e precisam ser enfrantadas, sob o risco de um agravamento das crises imigratórias. O discurso foi virtual, já que Haddad ainda está em recuperaçaõ da covid-19.

O ministro elencou temas que considera prioritários a serem discutidos e avançados nas reuniões do G20 que acontecem hoje e amanhã: financiamento do desenvolvimento sustentável, tributação justa, sobre a transição ecológica e a cooperação do Brasil na agenda verde e o endividamento crônico de países.

Haddad enfatizou que os países mais pobres pagam um preço proporcionalmente mais alto pela crise da globalização e frisou que é ilusão pensar que as economias mais ricas podem virar as costas ao mundo e tratar apenas de seus problemas domésticos. “Em um mundo no qual trabalho e capital são cada vez mais móveis, pobreza e desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais, sob a pena da ampliação das crises humanitárias e imigratórias.”

O ministro também comentou que o G20 é o fórum adequado para a redefinir da globalização por meio da coordenação de políiticas econômicas, com critérios sociais e ambientais.  Ele também pontuou que cobrar medidas para que os bilionários do mundo paguem seus imposto é importante.  Ele observou que enquanto crises causaram grandes perdas econômicas, um complexo sistema offshore ofereceu formas elaboradas de evasão tributárias aos super-ricos e que a parcela do 1% mais rico do mundo detém 43% dos ativos mundiais – ou seja, a riqueza global – e emitem o equivalente a dois terços dos mais pobres da humanidade. “Ao mesmo tempo em que milhões saíram da pobreza, especialmente na Ásia, houve substancial aumento de desigualdades de renda e riqueza em diversos países”, disse.
*Com informações de Estadão Conteúdo

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mercado de trabalho formal cresce 3,6%; serviço público puxa alta

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou avanço de 3,6% em 12 meses, atingindo 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026....

Pix por aproximação passa a mostrar saldo antes do pagamento

O Pix por aproximação avança ao ganhar integração com o open finance, permitindo que o usuário autorize, de forma simples, o compartilhamento de...

Governo mantém elevação de tarifas a carro elétrico e renova cota zero

Resumo: O Gecex, órgão do Camex, manteve o cronograma de tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos e aprovou a recriação de...