No comando do PL da Bahia, Roma sofre com “petardos” e pedidos de troca na presidência do partido por aliados; entenda

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Presidente do Partido Liberal na Bahia, o ex-ministro da Cidadania João Roma tem comandando o futuro da legenda desde que deixou a Esplanada. Apesar disso, a gestão de Roma tem sofrido com alguns “petardos” de aliados, que buscam alterar o panorama do partido no estado. 

 

Informações que chegaram ao Bahia Notícias, através de interlocutores do partido, dão conta que a legenda estaria “dividida”. A disputa interna estaria contrapondo João Roma e o atual deputado federal Capitão Alden. Em busca de chegar à presidência da legenda, o parlamentar estaria tentando “minar” a relação de Roma com a cúpula bolsonarista, através de lideranças fora do estado. 

 

Um dos questionamentos que Roma estaria enfrentando seria o de uma eventual “ausência de alinhamento” com as pautas bolsonaristas. Outra liderança da legenda apontou que o discurso seria de que Roma não seria “100% bolsonarista”, conduzindo o partido de uma forma distinta das pretensões do grupo ligado a Alden. Com a “divisão velada”, o PL teria dois setores, com um deles ligados ao deputado federal, recebendo endosso do deputado estadual Diego Castro e da ex-candidata ao Senado Raíssa Soares. Já o outro grupo, ligado ao atual presidente estadual, ainda conta com o apoio da esposa, a deputada federal Roberta Roma e o deputado estadual Leandro de Jesus.

 

Mesmo com as tentativas, Roma teria total apoio da cúpula na legenda, recebendo o “apoio incondicional” do próprio Jair Bolsonaro, que tem dado o aval para a manutenção do trabalho de Roma na Bahia. A preferência de Bolsonaro também teria sido compartilhada com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa. 

 

O presidente nacional do PL reforçou que as decisões passam pelo presidente estadual, ex-deputado federal João Roma. “Fala com Roma, vão decidir isso aí na Bahia”, escreveu Costa através de um aplicativo de mensagens. A sinalização de Valdemar também aponta para uma maior autonomia de Roma na condução do PL no estado. O ex-ministro da Cidadania tem contado com o prestígio dentro do “núcleo duro” dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Em 2022, na disputa pelo governo da Bahia, Roma, no primeiro turno, teve 738.311 mil votos, totalizando 9,08% do total. 

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