Candidato a primeiro-ministro de Portugal diz que não vai deixar Lula entrar no país

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O deputado português André Ventura, candidato do partido ultradireitista Chega ao cargo de primeiro-ministro de seu país, disse nesta quinta-feira, 7, que, se for eleito, vai proibir a entrada do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para as comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. Celebrado em 25 de abril, o movimento pôs fim à ditadura nacionalista de António de Oliveira Salazar, que se manteve no poder por 36 anos. “O senhor presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não vai entrar em Portugal. E o senhor Pedro Sánchez [presidente da Espanha] só entrará quando necessário porque não queremos que entre muitas vezes. Este governo não vai deixar entrar esses corruptos internacionais”, disse Ventura. As eleições legislativas em Portugal serão realizadas neste domingo, 10. O Chega está em terceiro lugar, segundo o último levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado em 28 de fevereiro, com 16,9%. A Aliança Democrática, de direita, tem 21,4%, e o Partido Socialista, 21,1%.

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Mesmo que não consiga levar Ventura ao cargo de primeiro-ministro, o Chega deverá crescer e aumentar sua bancada nestas eleições. O candidato é apoiado por Jair Bolsonaro e seus aliados. Desde 2022, ano em lançou a candidatura que viabilizaria sua volta ao poder, Lula já visitou Portugal duas vezes. Em ambas enfrentou protestos de apoiadores do Chega. No discurso feito hoje, Ventura ameaçou até a prender o petista caso ele inisista na visita. “Neste país, ainda mandamos nós. E neste país, ainda escolhemos nós quem vem e quem não vem. Já temos muitos corruptos, não precisamos que venham mais. A todos que querem vir neste 25 de Abril, eu aconselho prudência na compra das viagens. Não estou brincando, eles não vão entrar. Eu garanto que, se for primeiro-ministro, o senhor Lula da Silva ficará no aeroporto. Se insistir, vai para uma cadeia. Mas ele já sabe o que é isso, não será uma grande novidade para ele.” Até o momento, nem o presidente dio Brasil nem o Palácio do Planalto comentaram as declarações do deputado português.

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