Presidência da Invest Paraná é questionada pela oposição

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A oposição da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), representada pelo deputado estadual Requião Filho (PT), questionou mais uma vez a nomeação e recondução de José Eduardo Bekin ao cargo de presidente da Invest Paraná.

Em Plenário, o deputado trouxe que o Bekin foi condenado em 2006 pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e sonegação fiscal pelo então juiz e agora senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

“Bandido na cadeia, certo? O governador Ratinho Jr. pegou essa pessoa condenada pelo juiz Sergio Moro, inscrita na dívida ativa, devendo milhões de reais à União e ao Estado, e nomeou a um alto cargo no Paraná”, disse Requião.

A dívida referida é o débito que Bekin deve por conta do processo. O valor da dívida chega a R$ 24 milhões de reais com a União e R$ 3,8 milhões com o Estado do Paraná.

É importante destacar que o presidente da Invest Paraná respondeu o processo em liberdade e foi beneficiado pela prescrição do caso.

Em nota, o governo de Ratinho Jr. (PSD) disse que os fatos já foram esclarecidos e não há nada novo. A dívida também estaria sendo discutida na justiça, aguardando um desfecho. Leia a íntegra abaixo:

“O Governo do Paraná esclarece que a Invest Paraná é um Serviço Social Autônomo (SSA) que tem sob sua responsabilidade atrair investimentos privados e melhorar o ambiente de negócios do Estado. Nos últimos anos, a SSA ajudou a atrair mais de R$ 220 bilhões em novas plantas industriais, consolidados com grandes empresas nacionais, multinacionais e cooperativas, o que ajudou o Paraná a bater recorde na geração de emprego e impulsionar a economia.

“As alegações apresentadas contra o diretor-presidente da entidade se referem a fatos antigos já esclarecidos por ele, ou seja, não há fato novo. As decisões já foram cumpridas ou se referem a acontecimentos prescritos. Em relação à dívida apontada, a empresa em que ele trabalhou foi extinta em 1999, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda. O passivo que cabe a ele está sendo discutido em âmbito judicial e, uma vez que haja nova decisão, será devidamente regularizado.”

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