Mercado do DF afasta segurança que espancou suspeito de furtar carne

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A direção dos Supermercados Guarapari informou que afastou o chefe da segurança filmado ao espancar um suspeito de furtar carne na unidade de Ceilândia Sul. A agressão ocorreu no último dia 4 e foi flagrada por câmeras de segurança. A empresa ainda classificou a situação como um “incidente lamentável”.

“A SG Supermercados informa igualmente que foram tomadas as medidas necessárias, com instauração de sindicância e processo administrativo para investigar detalhadamente o incidente. Como parte desse processo, o segurança envolvido na ocorrência foi afastado, conforme protocolos internos, a fim de assegurar a imparcialidade e a eficiência na apuração [do caso]”, completou a direção da empresa, por meio de nota.

No vídeo, é possível ver que o suspeito foi encurralado por seguranças do mercado e colocado sentado em um corredor. Na sequência, o chefe dos funcionários gritou com os demais e começou a chutar a vítima, que bateu a cabeça contra prateleiras do estabelecimento.

Ex-funcionários do mercado denunciaram a conduta do responsável pela segurança do comércio e repassaram as imagens ao departamento de recursos humanos da empresa. Os relatos dão conta de que o chefe da segurança costumava abordar as vítimas fora dos limites do estabelecimento e as levar para um “quartinho” não captado pelas câmeras de segurança.

Assista:

Ainda na nota de posicionamento, a administração do supermercado reiterou o compromisso “inabalável” com a ética e a segurança de todos, além de repudiar “veementemente qualquer forma de violência”. A empresa ressaltou que não tem medido esforços para a “elucidação completa dos fatos, visando à adoção das medidas e providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente”.

O Metrópoles também apurou que alguns funcionários pediram demissão dos respectivos cargos após testemunharem as violências. Até a publicação desta reportagem, não havia boletim de ocorrência registrado referente ao espancamento registrado no vídeo.

Os empregados detalharam que as violências eram extremas, recorrentes e que, em uma das ocasiões, um idoso com hérnia de disco foi espancado por tentar sair sem pagar por um desodorante. As agressões ocorriam, segundo os relatos, sem distinção da natureza ou do valor dos itens supostamente furtados.

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